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PT e PSB avançam para fechar palanque em Pernambuco

PT e PSB aceleram negociações em Pernambuco para palanque com João Campos; palanque duplo enfrenta resistência interna e risco de neutralidade em outubro

João Campos e Raquel Lyra polarizam disputa pelo governo de Pernambuco
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  • PT e PSB avançam para fechar o palanque de Lula em Pernambuco, apoiando João Campos, prefeito de Recife, contra a governadora Raquel Lyra (PSD).
  • O ex-ministro Rui Costa sugeriu palanque duplo, ideia que vem perdendo força dentro do PT; Lula negocia diretamente com Campos, que preside o PSB.
  • Participam da articulação o presidente do PT, Edinho Silva, e o ministro Paulo Henrique Pereira; ele disse que o diálogo é contínuo e prioritário é a reeleição de Lula.
  • Líderes dos dois partidos no estado veem dificuldades para fechar apoio a Raquel Lyra e consideram a neutralidade em outubro como opção, já que Raquel tem de lidar com apoio de 35% de bolsonaristas em seu eleitorado.
  • No PT, a leitura é de que a relação com o PSB não é pontual; o partido tem atuação relevante em estados como Minas, São Paulo e Ceará, fortalecendo a aliança com o PSB.

As negociações entre PT e PSB ganham ritmo para fechar o palanque lulista em Pernambuco ao redor de João Campos, prefeito de Recife, que disputará o governo do estado contra a governadora Raquel Lyra, do PSD. A ideia de um palanque duplo vinha sendo discutida, mas tem enfrentado resistência interna em ambas legendas.

O ex-ministro Rui Costa atuava como articulador da proposta, o que gerou descontentamento na campanha de Campos. A iniciativa perdeu força dentro do PT, conforme apuração deste portal. No entanto, a costura segue com a participação direta de Lula, que coordena o avanço junto a Campos, que comanda o PSB em nível nacional.

A articulação envolve o presidente do PT, Edinho Silva, e o ministro Paulo Henrique Pereira, interlocutor do PSB. Recentemente, Pereira e Edinho conversaram sobre a eleição em Pernambuco e o apoio a João Campos. O tom, segundo o ministro, é de continuidade e harmonia entre as siglas, com foco na reeleição de Lula.

Líderanças dos dois partidos no estado veem dificuldades para fechar o palanque com Raquel Lyra em outubro, mantendo neutralidade para o pleito presidencial. Raquel dependeria de abrir mão de apoiadores bolsonaristas que representam parte significativa de seu eleitorado.

Dentro do PT, houve avaliações de que a tentativa de Rui Costa de costurar acordo com Raquel e João Campos perdeu tração. Petistas destacam que a relação com o PSB não é pontual em Pernambuco, ressaltando o papel do partido em estados como Minas, São Paulo e Ceará, onde a aliança com o PSB é estratégica.

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