- Quatro espanhóis da flotilha detida por Israel receberam atendimento médico; seguirão viagem à Espanha aos poucos, com chegada prevista para sábado.
- Os demais nacionais foram acompanhados pela embaixadora na Turquia e pela equipe da embaixada; passaram a noite no hospital e, pela manhã, dormiam em hotel.
- Serviços consulares estão documentando três cidadãos para viajar com segurança; todos haviam sido expulsos por Israel em aviões fretados pela Turquia após a interceptação da flotilha pela Marinha israelense.
- Espanha aposta que a União Europeia imponha sanções ao ministro de Segurança de Israel, Itamar Ben Gvir, após vídeo em que humilha os detidos; reação internacional de condenação, também de Netanyahu e do ministro de Exteriores, Gideon Saar.
- O ministro espanhol de Exteriores informou que manteve conversas com Tajani e Sikorski; as sanções dependem de unanimidade, mas o governo espanhol acredita na aprovação.
Desde Helsingborg, na Suécia, o ministro espanhol de Exteriores, José Manuel Albares, informou que quatro dos espanhóis da flotilha interceptada foram atendidos pela embaixadora Cristina Latorre e pela equipe da Embaixada. Eles seguem viagem para a Espanha, aos poucos, ao longo do dia.
Segundo Albares, os demais nacionais receberam atendimento médico adequado. A Embaixada na Turquia continua acompanhando os casos, com retorno esperado ao território espanhol apenas neste sábado, conforme confirmação de Andrés Mourenza, que falou com membros da flotilha em Estambul.
Os envolvidos passaram a noite em hospital para controles e tratamentos. Na manhã desta sexta, estavam hospedados em um hotel enquanto prosseguem os trâmites consulares para viabilizar a viagem.
Sancões contra Ben Gvir
Albares informou a expectativa de que a UE imponha sanções ao ministro da Segurança israelense, Itamar Ben Gvir, após a divulgação de um vídeo que mostra humilição aos arrestados da flotilha. A imagem gerou condenação internacional e reaks dentro de Israel.
Políticos israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro de Exteriores Gideon Saar, criticaram o episódio. Espanha já impede a entrada de Ben Gvir e de Bezalel Smotrich desde antes, e o governo pretende reforçar o uso de medidas da UE.
O chanceler espanhol destacou que a decisão depende da unanimidade entre os 27 membros. Ele afirmou que a “brutalidade” do vídeo e a repercussão internacional fortalecem a posição de busca de sanções, com apoio de países europeus.
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