- Tony Abbott será o novo presidente federal do Partido Liberal, em uma nomeação não contestada.
- Ele substituirá John Olsen, com a eleição a ser confirmada no conselho federal do partido em Melbourne no próximo fim de semana.
- A nomeação marca o retorno dele à vida política ativa após sete anos, desde que perdeu o assento de Warringah, em 2019.
- O ex-ministro Alexander Downer era o concorrente, mas optou por disputar uma das vice-presidências.
- O cargo é não remunerado e supervisiona a estrutura administrativa e as campanhas, com moderados temendo que Abbott impulse o partido a posições mais à direita.
Tony Abbott será o novo presidente federal do Partido Liberal, em retorno ativo à política. A nomeação foi única, já que o ex-chanceler Alexander Downer disputou apenas uma vaga de vice-presidente. A confirmação ocorrerá no conselho federal do partido, em Melbourne, no próximo fim de semana.
Abbott assume o cargo sem oposição após sete anos longe da política, desde a derrota em Warringah nas eleições de 2019. Ele substitui o ex-governador de South Australia, John Olsen, à frente da estrutura administrativa do partido.
A nomeação fortalece a influência de Abbott entre liberais conservadores, incluindo Angus Taylor. A própria oposição tem receios de que o novo presidente atue como líder de fato, alinhando o partido a pautas como imigração, gerando tensões com o grupo parlamentar de Taylor.
Contexto interno e reações
A decisão ocorre em meio a tensões internas no Liberalismo vitoriano, onde o presidente estadual, Philip Davis, deve deixar o cargo. O candidato a substituir Davis seria Brian Loughnane, ex-diretor federal, cuja candidatura depende de apoio entre as facções.
Loughnane é casado com Peta Credlin, ex-chefe de gabinete de Abbott, o que acrescenta interesse político ao pleito. A escolha dele repete a busca por estabilidade após controvérsias recentes envolvendo o processo de pré-seleção no estado.
Panorama político recente
A máquina interna dos Liberais tem sido marcada por disputas entre alas moderadas e conservadoras. Em Melbourne, membros afirmam que a direção administrativa busca equilíbrio entre unidade e eficácia na campanha. A operação envolve a gestão de infraestrutura de campanha e governança interna do partido.
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