- Um jornalista colaborador do El País a bordo descreve três dias e três noites de maus-tratos a ativistas da flotilha rumo a Gaza, sem entrar no território; cerca de quatrocentos ativistas de quarenta e cinco países, a bordo de cinquenta e quatro barcos, foram interceptados.
- Após abordagens diurnas em águas internacionais próximas a Chipre, os ativistas foram levados a um navio militar, com registro inicial, retirada de passaportes e encaminhamento para contêiner metálico isolado.
- Dentro do contêiner, ocorreram agressões físicas e abusos, incluindo tapas, pontapés, choques com pistola elétrica e ataques a genitais; médicos a bordo registraram pelo menos 35 fraturas de costelas e mais de dez denúncias de abuso sexual.
- Em Ashdod, no porto de Israel, os ativistas foram encaminhados a uma carpa para novo registro e receberam novas agressões; o ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, foi citado em vídeos de humilhação.
- No fim, os ativistas não chegaram a Gaza nem obtiveram livre passagem por Israel; seguiram para o aeroporto Ben Gurion, com as sandálias deixadas para trás e muitos indo embora com as mãos acorrentadas.
Relato na primeira pessoa de colaborador da imprensa espanhola descreve o tratamento desrespeitoso enfrentado por ativistas a bordo da flotilha humanitária com destino a Gaza. Segundo a reportagem, após a interceptação por parte de navios militares israelenses, activistas foram submetidos a registro constrangedor, agressões físicas e humilhações durante a detenção.
Os relatos indicam que, sem chegar a Gaza, os ativistas passaram três dias e três noites detidos em navios no mar, em águas internacionais próximas a Chipre. As ações incluíram uso de força física, choques elétricos, golpes, e apontamentos com um laser por parte de forças israelenses, além de restrições de movimentação e de registro de pertences.
Abordagem e detenção inicial
Conduzidos a bordo de uma embarcação militar, ativistas teriam sido obrigados a permanecer com roupas desajustadas e com documentos apreendidos. A tripulação, segundo a narrativa, manteve-os em ambiente confinado e úmido, com controles constantes e uso de granadas de atordoamento em momentos de deslocamento.
Condições a bordo e efeitos das abordagens
A bordo, alguns participantes teriam recebido choques com pistolas elétricas e enfrentado humilhações visíveis. Um número considerável de relatos apontou para fraturas de costelas entre os detidos durante as operações, com atendimentos médicos realizados em território turco após a saída do navio.
Desdobramentos no porto e traslado a terra
Ao chegarem ao porto de Ashdod, novas diligências de registro ocorreram e golpes foram relatados por várias testemunhas. Ao longo das verificações, houve menção de autoridades presentes, incluindo o ministro de Segurança Nacional de Israel, registrado em vídeo, durante as ocorrências.
Situação final e destino dos barcos
No caminho para Ben Gurion, a comitiva seguiu sob escolta policial por estradas desertas. Mesmo após o desembarque, os ativistas não chegaram a Gaza nem pisaram livremente em território israelense. Napos aeroportos, três aeronaves aguardavam a retirada dos integrantes da flotilha.
As informações foram compiladas a partir de relatos de membros da missão humanitária e de veículos de imprensa que acompanharam a flotilha. As autoridades envolvidas não comentaram o conteúdo de todos os relatos.
- Fonte: colaboração de EL PAÍS com a flotilha a Gaza
- Local: águas internacionais, depois Ashdod e aeroporto de Ben Gurion, Israel
- Data: interceptação e detenções ocorram entre 19 e 22 de maio, com detenções posteriores em território israelense
Este texto tem o objetivo de informar com precisão sobre os fatos ocorridos, sem opiniões ou conclusões. As informações são apresentadas com base em relatos de participantes e cobertura jornalística associada.
Entre na conversa da comunidade