- Lula criticou a Lava Jato, chamando-a de “grande mentira do século XXI” e afirmou que a operação derrubou empresas em vez de apenas punir corrupção.
- Um estudo do Dieese aponta 4,44 milhões de empregos perdidos entre 2014 e 2017 e queda de 3,6% no PIB no mesmo período.
- Do total de empregos perdidos, 2,05 milhões foram nos setores diretamente afetados pela Lava Jato; 2,39 milhões ocorreram em cadeias ligadas à queda de renda e consumo.
- O presidente indicou perda de confiança na classe política e pediu que jovens se envolvam na política para promover a honestidade.
- Lula disse estar descontente com a organização partidária; era a favor de fundo partidário e fundo eleitoral, mas passou a ser contra devido à promiscuidade que, segundo ele, provocou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a operação Lava Jato durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, na sexta-feira. Ele afirmou que a operação foi a grande mentira do século no Brasil e questionou seu objetivo econômico.
Lula apontou que a Lava Jato destruiu empresas e gerou desemprego. Segundo ele, a dinâmica da operação visava quebrar negócios em vez de responsabilizar indivíduos, o que, na visão dele, favoreceu interesses de terceiros.
O petista citou números de um estudo do Dieese, segundo o qual o período 2014-2017 teve a destruição de 4,44 milhões de empregos e queda de 3,6% do PIB. Dos empregos perdidos, parte ocorreu nos setores diretamente atingidos pela Lava Jato.
Impacto econômico da Lava Jato
De acordo com a pesquisa, 2,05 milhões de vagas foram perdidas nos setores diretamente ligados aos impactos da operação. Os 2,39 milhões restantes teriam decaído pela redução da renda e do consumo, influenciando comércio, transporte e alimentação.
Lula também criticou a confiabilidade da classe política e estimou a participação de jovens na política. Ele disse que, mesmo diante de dúvidas sobre honestidade, é preciso participar para promover mudanças.
O presidente ainda avaliou de forma negativa a organização partidária no Brasil. Ele citou que era favorável a fundo partidário, mas, com o tempo, passou a rejeitar a ideia por gerar promiscuidade na política.
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