- Em Havana, manifestantes se reuniram em apoio ao regime após acusações dos EUA contra Raúl Castro, de 94 anos, por homicídio.
- A jornada contou com mobilização da União de Jovens Comunistas (UJC) e ônibus com trabalhadores do setor público e estudantes, segundo o governo.
- O governo afirmou ter reunido cerca de 250 mil pessoas, mas imagens aéreas mostraram uma participação menor em comparação com outros atos oficiais.
- Raúl Castro não compareceu ao ato; esteve presente, porém, o neto Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como “El Cangrejo”, ex-chefe de segurança, além de Mariela Castro.
- A dirigente do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex) afirmou, em entrevista, que Raúl Castro está “muito tranquilo” e que “ninguém o vai sequestrar”.
Nos acontecimentos em La Habana, uma acusação internacional envolve Raúl Castro, de 94 anos, por assassinato. Milhares de cubanos se mobilizaram em apoio ao regime castrista após a notícia repercutir no país. O principal ato ocorreu na Tribuna Antiimperialista, diante da Embaixada dos EUA.
Na capital cubana, a presença do aparato governista foi anunciada pela União de Jovens Comunistas (UJC), que organizou ônibus cheios de trabalhadores públicos e estudantes. O objetivo foi reafirmar lealdade ao governo, em meio à tensão com Washington.
Segundo a imprensa estatal, cerca de 250 mil pessoas teriam comparecido ao evento. Entretanto, imagens aéreas sugerem participação menor que a de eventos oficiais anteriores, como as marchas do Primeiro de Maio. O evento contou com a presença de figuras do governo e do Partido Comunista.
Participantes e desdobramentos
Embora Raúl Castro não tenha comparecido ao ato, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como El Cangrejo, esteve entre as pessoas vistas na cerimônia. O neto de Raúl atua como ex-chefe de segurança e atua como ponte entre Havana e Washington em momentos de tensão.
Mariela Castro também foi avistada no local. Em entrevista à imprensa, a diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex) afirmou que seu pai está tranquilo e ressaltou que ninguém vai sequestrá-lo. Não houve pronunciamento direto de Miguel Díaz-Canel durante o ato.
O regime mantém o tom de crítica às ações dos Estados Unidos, apresentando a acusação como parte de uma pressão externa. A cobertura oficial enfatiza a ligação entre a crise interna e o contexto internacional, sem ampliar detalhes sobre a investigação.
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