- Em 7 de maio, a corte militar chinesa condenou Wei Fenghe e Li Shangfu a penas de morte suspensas, que serão convertidas em prisão perpétua após dois anos, sem opção de liberdade condicional ou comutação.
- Os dois tornam-se os oficiais com o posto subnacional mais alto já sentenciados à prisão perpétua permanente na República Popular da China.
- No dia seguinte, o PLA Daily publicou um editorial na primeira página, acusando os homens de deslealdade ao partido e dizendo que o exército deve obedecer ao Xi Jinping.
- Xi reafirmou, durante um treinamento de oficiais, que a campanha anticorrupção na military ainda está em curso, e a decisão sugere um novo patamar de punição para outros oficiais.
- A leitura dominante é de que as sentenças servem como piso e pressão política para casos de oficiais não condenados ainda, em meio a uma purga mais ampla na cúpula militar.
A China confirmou uma nova linha de punição para altos oficiais. Em 7 de maio, um tribunal militar declarou a Wei Fenghe e Li Shangfu — ex-ministros da defesa e membros da Comissão Militar Central — com sentença suspensa de morte, que será convertida em prisão perpétua após dois anos, sem possibilidade de liberdade condicional.
A decisão reforçou queim a menos de dois anos de investigações, e veio acompanhada de uma leitura pública severa. No dia seguinte, o jornal PLA Daily publicou um editorial que acusa os dois de deslealdade ao partido, reforçando o controle estatal sobre as Forças Armadas.
O regime de Xi Jinping já vem aumentando o tom desde o começo de 2024, com expulsões de oficiais e acusações de deslealdade à liderança. A nova condenação de Wei e Li estabelece um patamar duro para casos de militares de alta patente.
Contexto institucional
O episódio ocorre em meio a uma pauta de reformas internas e uma marcha de acusações que atingiu o auge com o exército sob vigência de Xi. A leitura de que a força militar responde ao Partido, não aos comandantes individuais, foi reiterada na retórica oficial.
O foco atual do governo é demonstrar que não tolera traições à “responsabilidade do chairman” no comando das Forças Armadas. Analistas avaliam se a estratégia pretende pressionar outros oficiais sob investigação ou acusação.
A leviandade do tom político não é apenas simbólica. Observadores destacam que elevar o patamar de punição pode influenciar condições de casos ainda não concluídos no sistema. Resta saber se a escalada continuará até o nível de membro do Politburo.
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