- A líder de Alberta, Danielle Smith, anunciou uma consulta para 19 de outubro sobre iniciar um processo para um referendo de independência, ainda que não vinculante.
- Smith afirma que a população deve expressar a opinião, mesmo declarando-se contra a independência.
- O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, sinalizou disposição para trabalhar com Alberta, enfatizando a importância da província para o país.
- Um tribunal canadense anulou, em 13 de maio, uma petição com mais de 300 mil assinaturas para convocar consultas sobre independência, por violar direitos de povos indígenas.
- Pesquisas indicam que a maioria dos albertanos rejeita a independência, e, se avançar, o movimento em Alberta poderia seguir um caminho similar ao de Quebec, que já realizou dois referendos.
O governo de Alberta anunciou que avaliará a realização de um referendo sobre independência, em outubro. A primeira-ministra Danielle Smith, líder populista de direita, revelou a consulta para 19 de outubro, sem propósito vinculante no momento. A iniciativa visa consultar os albertanos sobre iniciar o processo para se separar de Ottawa.
A decisão ocorreu após a cobrança de setores conservadores e apoiadores de um discurso separatista. Smith afirma que o futuro de Alberta deve ser decidido pela população local, ainda que reconheça não defender formalmente a independência.
O primeiro-ministro federal liberal, Mark Carney, respondeu com discurso conciliatório. Ele destacou a importância de Alberta, uma província com cerca de 5 milhões de habitantes, e destacou o papel da região no equilíbrio do país.
Um tribunal canadense já havia considerado inconstitucional uma petição popular para convocar consultas sobre independência. A corte alegou violação dos direitos dos povos indígenas do território, levando ao descrédito de movimentos de consulta.
A votação de 19 de outubro não será vinculante. Se a maioria apoiar a etapa, pode abrir caminho para um referendo vinculante futuro. O caso ecoa debates históricos vistos em Quebec, que realizou dois referendos de independência.
Sinalizadores políticos indicam que a posição de Smith busca equilibrar a união nacional com o apoio de setores que defendem maior autonomia. O resultado do pleito, porém, permanece incerto e sem garantia de prosseguimento.
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