- O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou mudanças no gabinete para incluir setores sociais, buscando acalmar protestos que já duram seis meses no poder.
- Foi criado o conselho econômico e social, com o objetivo de construir consensos sobre o rumo do governo; não há data definida para os ajustes.
- Existem mais de quarenta pontos de bloqueio nas estradas, aumentando a escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos em La Paz; o governo instaurou ponte aérea para abastecer a cidade.
- O governo pretende abrir um corredor humanitário nas vias bloqueadas, com operação policial para liberar a passagem de cargas; o aeroporto de El Alto chegou a ficar temporariamente fechado.
- A crise econômica é a mais grave desde a década de oitenta; EUA manifestaram apoio ao governo, enquanto houve expulsão da embaixadora da Colômbia e reciprocidade com o embaixador boliviano.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou mudanças em seu gabinete para incluir setores sociais, buscando acalmar protestos que exigem a renúncia do mandatário apenas seis meses após a posse. A medida foi apresentada nesta quarta-feira, 20, em La Paz.
O governo enfrenta uma onda de mobilizações de camponeses, indígenas, transportadores, operários e mineiros. Bloqueios de estradas ao redor de La Paz já duram três semanas, agravando a crise econômica, considerada a pior em quatro décadas.
Paz também informou a criação de um Conselho Econômico e Social para buscar consensos sobre o rumo político. Em coletiva no Palácio do Governo, o presidente disse que é preciso reorganizar o gabinete para ampliar a escuta.
Bloqueios e crise econômica
Ao menos 44 pontos de bloqueio são registrados pelo setor rodoviário, gerando escassez de alimentos, combustíveis e remédios em La Paz. A cidade recebeu suprimentos por meio de ponte aérea com Santa Cruz e Cochabamba.
No centro da capital, centenas de camponeses e transportadores realizaram marchas pacíficas. Alguns setores destacaram dificuldades com o abastecimento de carne e outros itens básicos.
O governo planeja instalar um corredor humanitário nas rodovias para liberar a passagem de cargas, mediante operação policial. A crise econômica se agrava com a inflação alta e o esgotamento de reservas para subsídios.
A recente crise marca o fim de 20 anos de governos socialistas, com a chegada de Paz ao poder. Ontem, a chancelaria expulsou a embaixadora da Colômbia, em resposta a declarações sobre a situação no país.
Relações exteriores
Washington manifestou apoio ao governo boliviano, reiterando que não permitirão que criminosos derrubem lideranças democráticas. A Embaixada da Colômbia também comunicou a saída de um representante boliviano em reciprocidade.
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