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Tensão entre Lula e Congresso pode travar fim da escala 6×1 e PEC da Segurança

Tensão entre governo e Congresso pode atrasar o fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública, ampliando o desgaste político

Lula com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)
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  • Pesquisa Datafolha mostra 70% dos brasileiros enxergando mais confronto do que colaboração entre o governo Lula e o Congresso, com 89% vendo a situação como negativa para o país.
  • O desgaste já preocupa a relação entre os Poderes e pode atrasar pautas estratégicas, como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
  • Nas últimas semanas, o Planalto sofreu derrotas no Legislativo, incluindo a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria.
  • O fim da escala 6×1, que reduz a jornada para quarenta horas, está em regime de urgência na Câmara, com votação prevista por volta de 27 de maio, sujeita a possíveis alterações.
  • A PEC da Segurança Pública, alvo de críticas ao aumento da influência federal na área, permanece parada no Senado desde março, com resistência de parte dos parlamentares.
  • Há a possibilidade do governo reenviar o nome de Jorge Messias ao STF, conforme apuração de jornais, apesar da rejeição anterior no Senado.

A relação entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional entrou em um novo nível de desgaste. A tensão já pode comprometer pautas consideradas estratégicas pelo Palácio do Planalto, como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública. Dados do Datafolha divulgados no fim de semana mostram o cenário nacional.

Segundo a pesquisa, 70% dos brasileiros enxergam mais confronto do que cooperação entre Executivo e Legislativo, enquanto 20% veem diálogo. Entre os que identificam o embate, 89% avaliam a situação como negativa para o país. O resultado reforça dificuldades políticas no ano eleitoral.

No campo interno, o governo tem acumulado derrotas simbólicas no Legislativo. Entre elas, a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF e a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, que evidenciam fragilidade da base governista.

A agenda prioritária do governo para 2026 inclui o fim da escala 6×1, com redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerado e manutenção de salários. A proposta tramita com urgência, com votação prevista na Câmara por volta de 27 de maio, mas enfrenta resistência.

Setores empresariais e parte da oposição defendem compensações à medida, como desoneração da folha, possibilidade que pode atrasar a votação, alterar o texto ou reduzir o alcance da mudança.

Nível de tensão e o STF

Outra prioridade é a PEC da Segurança Pública, apresentada pelo governo para fortalecer a coordenação federal em políticas de segurança. A proposta está parada no Senado desde março e encontra resistência de parlamentares contrários ao aumento da atuação federal.

Mesmo diante do desgaste, Lula sinaliza manter o enfrentamento político com o Congresso. Reportagens de O Globo e Folha de S. Paulo indicam a possibilidade de reenviar o nome de Jorge Messias para a vaga no STF, embora tenha sido rejeitado pelo Senado por 42 votos a 34.

O governo avalia que recuar num momento de tensão consolidaria fraqueza institucional diante do Senado e do Centrão. Aliados afirmam que a estratégia é aguardar um ambiente mais tranquilo para uma nova ofensiva.

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