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Austrália: redes sociais bloqueiam jovens de ver notícias, diz pesquisa

Banimento de redes sociais na Austrália restringe acesso de adolescentes às notícias; metade dos bloqueados afirma ver menos conteúdo informativo

Social media was the second most popular method for teenagers to get news at 39%, behind family at 52%. Australia’s under-16 ban means they see less news than before.
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  • Estudo com 1.027 adolescentes australianos (10–17 anos) em fevereiro de 2026 aponta que a proibição de redes sociais os impede de acessar notícias, com 26% fortemente impactados e 51% entre eles lendo menos notícias.
  • Entre os afetados, 47% perderam acesso a notícias internacionais, 45% perderam a oportunidade de compartilhar opiniões e 42% perderam acesso a notícias locais.
  • As redes sociais continuam sendo uma fonte de notícia para 39% dos jovens, ficando atrás da família (52%), e o uso cresce com a idade (72% de 16–17 anos vs. 37% de 10–12 anos).
  • Mesmo entre quem lê menos notícia, 39% não utiliza outras fontes de informação; 75% dos entrevistados dizem que veículos de imprensa não sabem como é a vida deles, e 71% têm dificuldade para encontrar conteúdo relevante para a faixa etária.
  • Governo federal investiga plataformas (Instagram, Facebook, Snapchat, TikTok e YouTube) sobre conformidade com a proibição, com possibilidade de multas de até $ 49,5 milhões por infração; cerca de 4,7 milhões de contas de menores teriam sido desativadas desde 10 de dezembro.

O estudo revela que a proibição de redes sociais para menores na Austrália está limitando o acesso de adolescentes às notícias. A pesquisa, realizada em fevereiro de 2026, envolveu 1.027 jovens de 10 a 17 anos e aponta queda no consumo de informações entre quem teve contas bloqueadas.

Os autores do levantamento destacam que 26% dos participantes foram significativamente impactados pela medida, e 51% desse grupo afirmam ler menos notícias desde a implementação da proibição. Em comparação, 12% ficaram moderadamente afetados, com 34% lendo menos notícias. Entre os não afetados, 61% reportaram não perceber mudança.

A pesquisa mostra que as redes sociais continuam sendo a segunda principal forma de acesso às notícias para os adolescentes, atrás da leitura com a família. Entre 16 e 17 anos, 72% utilizam redes sociais para se informar, contra 37% de 10 a 12 anos. Mesmo com a redução de acesso, 39% dos jovens afirmam não usar outras fontes de notícia.

Entre os menores que reduziu significativamente a leitura de notícias, 47% perceberam perda de acesso a notícias internacionais, 45% perderam a oportunidade de compartilhar opiniões e 42% citam menos acesso a notícias locais. Ainda assim, 39% não recorrem a outras fontes de informação.

Os pesquisadores ressaltam que muitos jovens não migraram para novas fontes de notícia, reforçando o desafio de manter hábitos informativos na faixa etária. Cerca de 75% dos entrevistados indicaram que veículos de imprensa não compreendem como é a vida deles, e 71% afirmaram dificuldade em encontrar temas relevantes para esse público.

O estudo aponta que notícias sobre educação, ciência e cultura podem ter menos alcance entre os jovens, agravando a lacuna de alfabetização midiática. A líder da pesquisa, a professora Tanya Notley, alerta que organizações de imprensa devem apoiar iniciativas voltadas aos jovens e incentivar a educação para a literacia midiática nas escolas.

Desdobramentos institucionais e reação

Ao longo de 2026, autoridades federais acompanham a implementação da política. A eSafety Commissioner está analisando o cumprimento por parte de Instagram, Facebook, Snapchat, TikTok e YouTube, com possível sanção financeira de até 49,5 milhões de dólares por infração, caso confirmadas falhas.

O governo afirma que cerca de 4,7 milhões de contas de menores já foram desativadas, removidas ou restritas desde dezembro. A ministra das Comunicações, Anika Wells, recusou tornar públicas documentações sobre o processo de verificação desse número, alegando que a divulgação poderia prejudicar atividades de conformidade e fiscalização.

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