- A Polícia Federal deflagrou a operação Sem Refino, apontando que a dívida ativa do grupo Refit com a União e estados supera R$ 50 bilhões, com Rio de Janeiro e São Paulo entre as maiores vítimas.
- A empresa é acusada de sonegação de impostos na venda de combustíveis, em um esquema liderado pelo empresário Ricardo Magro.
- Investigações indicam que o esquema ganhou tração na gestão do ex-governador do Rio, Cláudio Castro, iniciada em 2020, com tentáculos na Procuradoria-Geral, na Fazenda, no Judiciário e na Alerj.
- As conexões políticas de Magro teriam impulsionado negócios da Refit em outros estados, incluindo o Amapá, onde há apurações sobre benefícios tributários e supostas propinas envolvendo o Centrão.
- O caso é discutido no podcast O Assunto, com a participação da jornalista Maria Cristina Fernandes.
O que aconteceu: a Polícia Federal deflagrou a operação Sem Refino, na última sexta-feira, para desmantelar esquema de fraude fiscal envolvendo a refinaria Refit. Segundo a PF, o grupo acumulou dívida ativa superior a 50 bilhões de reais com a União e estados, com Rio de Janeiro e São Paulo entre as principais vítimas. A acusação aponta sonegação de impostos na venda de combustíveis.
Quem está envolvido: o caso envolve o empresário Ricardo Magro, apontado como líder do esquema, e ex-gestores públicos ligados ao Estado do Rio. As investigações indicam que a atuação da refinaria ganhou tração na gestão de Cláudio Castro, ex-governador do Rio, que assumiu o Palácio Guanabara em 2020. Há menções a vínculos com a Procuradoria-Geral, a Fazenda, o Judiciário e a Alerj.
Quando e onde: a operação ocorreu na sexta-feira passada, com base em infiltrações de operações em estados do Sudeste, especialmente Rio de Janeiro e São Paulo. A PF também investiga ramificações do esquema em outros estados, inclusive no Amapá, ampliando o alcance do golpe.
Por quê: as investigações apontam que o objetivo era lucrar com a venda de combustíveis por meio de fraudes tributárias, gerando vantagem competitiva para a Refit e dificultando a arrecadação fiscal. A PF afirma que as conexões políticas garantiram espaço para os negócios do grupo em diferentes estados.
Desdobramentos e ramificações
A PF continua a mapear dependências entre setores do governo e o grupo, incluindo frentes administrativas, fiscais e judiciais. O material recolhido deve embasar novas medidas operacionais e eventuais ações penais, conforme o andamento das apurações.
A investigação também analisa como as ligações políticas facilitaram a expansão nacional do esquema. Procuradas, autoridades públicas não comentaram oficialmente os impactos, limitando-se a registrar que o caso está em andamento.
O Assunto: o tema é tema de podcast diário do g1. A edição anterior reuniu especialistas para analisar o caso no contexto político e econômico, contribuindo para esclarecer os desdobramentos da operação Sem Refino.
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