- A investigação contra o governador licenciado de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, e nove assessores, com ligações presumidas ao Cartel de Sinaloa, ganhou repercussão dentro do partido Morena.
- Nomes-chave incluem o senador Enrique Inzunza, ex-secretário de Governo, e ex-secretários de Segurança e de Finanças, todos sob atenção de autoridades dos Estados Unidos.
- A Unidade de Inteligência Financeira congelou as contas de Rocha Moya e dos demais implicados, medida considerada preventiva pela governante de Sinaloa.
- Morena passou a adotar discurso de defesa da soberania e não de defesa individual, buscando evitar a imagem de encobrimento e manter distância de possíveis confrontos com Washington.
- A estratégia interna visa manter o foco em soberania e investigação, sem aprofundar debates sobre inocência ou culpa, para reduzir danos políticos e impedir que o caso gane escala nacional.
Cenário político em Sinaloa envolve mudança de estratégia de Morena diante de acusações ligadas ao Cartel de Sinaloa. Autoridades dos EUA apontam ligação de Rubén Rocha Moya, hoje com licença do governo estadual, e de nove assessores, ex-funcionários e colaboradores. O tema escalou a curva de crise interna no partido no poder.
A revelação levou à adoção de uma linha de defesa mais contida: o foco passou a ser a defesa da soberania nacional, com distanciamento de apoio individual a Rocha Moya. A medida envolve congelamento de contas de Rocha Moya e de outros citados pela Justiça norte-americana, segundo fontes oficiais.
No centro da controvérsia estão o senador Enrique Inzunza, ex-secretário de Governo próximo a Rocha Moya, além de ex-secretários de Segurança e de Finanças que enfrentam custódia nos EUA. A UNEF (Unidade de Inteligência Financiera) confirmou o bloqueio como medida preventiva, elevando a pressão interna no comando morenista.
Envolvidos e desdobramentos
A gestão de Claudia Sheinbaum e o grupo dirigente do partido tentam limitar danos à imagem e manter o curso eleitoral de 2027. A líder Morena, Ariadna Montiel, reiterou que o partido respeita os resultados das investigações e atuará sem proteger ninguém de forma pessoal. A orientação é não confrontar diretamente Washington.
A fala pública tem sido cautelosa: Sheinbaum evita mencionar Rocha Moya, mesmo ao confirmar o bloqueio de contas. Além disso, comunicados oficiais referem-se aos investigados como “pessoas politicamente expostas de Sinaloa”, sem citar nomes de forma direta.
Na prática, a aposta é descolocar o foco de Sinaloa para ações políticas em outras frentes, incluindo críticas a governos de oposição em Chihuahua. A estratégia visa manter o tema soberania e evitar que o escândalo derive em crise de confiança com Washington ou afete candidaturas regionais.
Perspectivas e riscos
Morenistas reconhecem que o caso não se encerra com medidas administrativas; há preocupação com o avanço de investigações que atinjam outros líderes do partido. A erosão de apoio pode aprofundar o isolamento de Rocha Moya dentro da legenda, sem que haja ruptura formal.
Diante disso, o partido busca uma saída que minimize danos: deixar que as investigações avancem, reduzir custos políticos para a atuação federal e impedir que o episódio foreground as ligações entre crime organizado e o poder local. O objetivo é evitar que esse tema ultrapasse fronteiras e influencie o cenário eleitoral.
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