- A secretária de Cultura, Lisa Nandy, classificou como “estranho” o chamado de Wes Streeting para o Reino Unido voltarem a integrar a União Europeia.
- Nandy disse à BBC que não entende esse foco repentino na Europa e manteve o apoio à permanência na UE defendida anteriormente.
- Ela afirmou que o governo trabalha para reparar, de forma prática, os danos do Brexit sem reabrir debates que já foram encerrados.
- O tema ganha espaço na by-election de Makerfield, com Andy Burnham dizendo que não disputará a liderança com foco na UE de imediato.
- Streeting, que deixou o gabinete, defende uma nova relação especial com a UE, enquanto Burnham sustenta foco nos problemas domésticos; a possibilidade de liderança segue em aberto.
A secretária de Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, classificou como “estranho” o impulso de reentrar na União Europeia, feito por Wes Streeting. O posicionamento ocorreu um dia após Streeting defender que o futuro britânico está na UE. A fala elevou o tom no debate que já se arrastava desde o referendo.
Nandy questionou o foco repentino na Europa durante entrevista à BBC, dizendo entender a visão de Streeting, mas não concordar com a reabertura do debate. Ela ressaltou esforços do governo para reparar danos do Brexit sem reacender antigas disputas.
Streeting, que recentemente deixou o gabinete em protesto contra a liderança de Starmer, afirmou que o país precisa se aproximar da UE para fortalecer economia, comércio e defesa. Ele afirmou ainda que pode concorrer a liderança caso seja aberta uma disputa.
A eleição suplementar de Makerfield, em Greater Manchester, amplia o terreno de disputa entre apoio ao líder do Labour e críticas à direção. Em resposta, Andy Burnham disse que o foco do momento deve ser o doméstico, não a reentrada na UE.
Balanço interno e possíveis consequências
O pleito em Makerfield acontece enquanto o Labour avalia cenários de liderança nacional. Burnham não confirmou candidatura à liderança, mas tem se posicionado para enfrentar Starmer se entrar na disputa. A posição de Streeting também influencia o debate interno.
A bancada trabalhista acompanha as declarações de aliados de Starmer, que afirmam que o primeiro-ministro não desistiu de permanecer no cargo caso haja eleição de liderança. Nandy mencionou que Starmer já demonstrou disposição para disputar o cargo.
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