- Trump realizou compras de ações de Nvidia, Oracle, Microsoft, Boeing, Meta, Intel, Amazon, Costco e outras, no primeiro trimestre, com valor estimado entre 220 milhões e 770 milhões de dólares.
- Também adquiriu ações de Paramount e Netflix, além de ter feito uma participação em Warner Bros no mês de março; houve 19 transações envolvendo Netflix nesse período.
- As operações são geridas por assessores independentes; a Casa Branca diz que o presidente não toma decisões de investimento.
- O documento de declaração patrimonial já alimenta dúvidas sobre conflito de interesse, ainda mais com a gestão do patrimônio familiar por parte dos filhos e com decisões da Administração que afetam empresas ligadas a ele.
- A declaração foi apresentada com atraso, resultando em multa de aproximadamente 200 dólares pela Oficina de Ética Governamental.
Donald Trump revelou investimentos significativos na bolsa durante o primeiro trimestre, somando operações avaliadas entre 220 milhões e 770 milhões de dólares. Entre as compras estão Nvidia, Microsoft, Boeing, Oracle, Amazon, Meta, Intel e Costco, além de ações de Paramount e Netflix.
O anúncio faz parte da declaração patrimonial publicada pela Office of Government Ethics. Segundo o documento de 113 páginas, o presidente teve milhares de transações em ativos de renda variável, com operações em fundos indexados e diversos títulos.
Durante o período, Trump adquiriu participações modestas em Warner Bros e Paramount Skydance, estimadas em 30 mil e 15 mil dólares, respectivamente. Também houve 19 transações envolvendo Netflix, com vendas entre 1 mil e 5 milhões de dólares, conforme o relatório.
A gestão de investimentos é executada por assessores financeiros independentes, com uso de programas que replicam índices reconhecidos. O porta-voz da Casa Branca informou que o presidente não decide sobre as operações, que são conduzidas em nome dele.
A divulgação ocorre em meio a questionamentos sobre eventual conflito de interesse, dado o histórico de negócios da família Trump. As declarações financeiras são apresentadas com restrições de detailhamento de ativos, seguindo normas aplicáveis a autoridades federais.
Entre fevereiro e março, houve desinvestimentos em ações tecnológicas, com reduções na participação de Microsoft, Meta e Amazon, entre 5 e 25 milhões de dólares. A campanha de transparência busca esclarecer posições financeiras mantidas pelo presidente.
A maior parte do patrimônio permanece em um fideicomisso administrado pelos filhos, segundo o documento. O acervo familiar inclui investimentos em setores de petróleo, imóveis de alto padrão e negócios no exterior, com foco em mercados internacionais.
O reporte também destaca que, durante viagens oficiais, executivos de empresas como Boeing, Apple, Nvidia e outras estiveram presentes em encontros relacionados a negociações e a decisões políticas que podem impactar os negócios. As informações enfatizam o caráter autônomo da gestão de ativos.
Em relação a políticas de governo, a administração tem tomado decisões que afetam as empresas citadas, como aprovações de contratos, ajustes comerciais e incentivos à IA. Os impactos citados incluem facilitação de investimentos em centros de dados e participação acionária em empresas de tecnologia.
Não houve indicação de mudanças legais que afetam diretamente o status de conflito de interesse, mas a divulgação gerou debate sobre a necessidade de maior transparência. As autoridades ressaltam que presidentes estão isentos de regras de conflito aplicáveis a cargos legislativos.
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