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Eurasia aponta 30% de chance de novo candidato da direita ao segundo turno

Eurasia aponta 30% de chance de um candidato da direita, além de Flávio Bolsonaro, chegar ao segundo turno, mantendo Lula favorito e a eleição competitiva

Christopher Garman, da Eurasia: 'Lulismo e bolsonarismo entram mais fragilizados' nesta eleição. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • A Eurasia Group estima 30% de chance de surgir na direita um candidato que não seja Flávio Bolsonaro e chegar ao segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro.
  • O diagnóstico foi feito por Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas, em entrevista à Bloomberg News, destacando que há viés positivo nesses 30%.
  • O cenário foi impactado pelo alegado envolvimento de Flávio Bolsonaro em recursos para um filme sobre Jair Bolsonaro, colocado no centro de uma investigação de fraude; o senador nega irregularidades.
  • Segundo Garman, se aparecer um nome crível na direita com questões de corrupção, isso pode ganhar rapidamente espaço junto ao eleitorado, especialmente quando aliado a temas de segurança pública.
  • A Eurasia mantém Lula como favorito, com probabilidade de vitória de 55%, embora reconheça divergências entre os modelos da consultoria e veja a eleição mais difícil de prever do que as anteriores.

Em entrevista à Bloomberg News, a Eurasia Group afirma que analistas subestimam as chances de um candidato da direita, não Flávio Bolsonaro, chegar ao segundo turno contra Lula nas eleições de outubro no Brasil. A mensagem é de que há uma probabilidade de 30% para esse desfecho, com viés de alta.

Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas, aponta que o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e recursos ao Banco Master pode estimular uma candidatura de direita crível. Flávio nega irregularidades e afirma não ter havido contrapartida.

A leitura da Eurasia é de que o cenário atual deixa Lula ligeiramente favorito, com probabilidade de vitória de 55% segundo os modelos. O analista destaca que tanto o apoio envers o bolsonarismo quanto o lulismo aparecem fragilizados pela demanda por mudança.

Cenário na corrida

Caso surja um nome de direita com perfil anticorrupção, a eleição pode ganhar velocidade, destaca Garman. Aspectos como a segurança pública também aparecem como tema-chave para o eleitorado brasileiro.

Na visão do analista, nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos podem subir nas pesquisas, apesar do desafio de familiaridade com o eleitorado. Flávio Bolsonaro permanece como favorito para avançar ao segundo turno.

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