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Reino Unido adere a acordo europeu para enviar requerentes de asilo a hubs

Reino Unido e outros quarenta e cinco países assinam declaração que sustenta envio de requerentes de proteção a hubs em países terceiros, ampliando opções de deportação

Yvette Cooper, the UK foreign secretary, and Alain Berset, the secretary general of the Council of Europe, attending the document signing ceremony in Chişinău, Moldova, on Friday.
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  • Quarenta e seis membros do Conselho da Europa assinaram uma declaração política que endossa planos de enviar requerentes de asilo indesados para hubs em terceiros países.
  • O acordo afirma o direito soberano dos estados de controlar suas fronteiras e abordar a migração irregular.
  • O Reino Unido busca fechar um acordo com um país terceiro não revelado, similar ao modelo Itália–Albânia, que permitiu centros de detenção fora da Europa.
  • A declaração menciona formas como processamento de proteção internacional em país terceiro, “hubs” de retorno e cooperação com países de trânsito, para deter imigração irregular.
  • Organizações de direitos humanos criticam a medida, afirmando que alterações na aplicação da Convenção Europeia dos Direitos Humanos podem enfraquecer proteções a indivíduos.

O Reino Unido assinou, junto com 45 Estados europeus, uma declaração política que endossa planos para enviar requerentes de Asilo rejeitados para hubs em terceiros países. A assinatura ocorreu no âmbito do Conselho da Europa, órgão responsável pela Convenção Europeia de Direitos Humanos (CEDH).

O documento de sete páginas afirma que os Estados têm direito soberano de controlar suas fronteiras e de responder a migração irregular. A ideia envolve processar pedidos de proteção internacional em país third, criação de hubs de retorno e cooperação com países de trânsito.

Entre as possibilidades, a declaração cita a criação de locais onde o retorno de pessoas sem direito possa ocorrer, bem como a limitação de intervenções judiciais em certos casos. O texto destaca ainda a avaliação cautelosa sobre violação de artigos da CEDH em expedições para países não parte do tratado.

Implicações legais e políticas

Especialistas apontam que o impacto prático de uma declaração política pode ser limitado, pois decisões judiciais dependem de jurisprudência interna e internacional. Madeleine Sumption, da Migration Observatory, afirma que a mudança pode não alterar significativamente casos de imigração.

Yvette Cooper, que mediou a assinatura em Chişinău, deverá discutir os hubs nas próximas sessões. O governo britânico já sinaliza negociações ativas com países, sem anunciar acordos formais até o momento.

A decisão ocorre em contexto de debates entre partidos britânicos sobre a reforma da CEDH. Grupos de direitos humanos temem enfraquecimento de proteções, enquanto o governo sustenta a necessidade de mecanismos de controle de fronteiras.

Perspectivas diplomáticas

O Conselho da Europa assinala que debates sobre deslocamentos de pessoas devem ocorrer a nível multilateral. Países europeus discutem ainda a criação de hubs em diversos territórios, incluindo propostas com países africanos e do Oriente Médio, sem confirmação de pactos fechados.

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