- A governadora democrata Abigail Spanberger vetou um projeto que restauraria direitos de negociação coletiva para cerca de 50 mil trabalhadores do setor público da Virgínia.
- Líderes sindicais afirmam que o veto é uma reviravolta em relação às promessas feitas durante a campanha.
- O texto aprovado pela Assembleia duplicaria a negociação coletiva, mas Spanberger apresentou uma versão emendada que foi rejeitada.
- Uma análise aponta que a versão da governadora enfraquecia demais os direitos, deixando a negociação “opcional” e não resolvendo a lacuna salarial no setor público.
- Sindicatos e associações de trabalhadores reagiram dizendo que o veto pune trabalhadores e quebra promessas, enquanto a governadora disse que pretende manter diálogo com a Assembleia para desenvolver um sistema de negociação coletiva adequado.
Virginia: governador vetou projeto de lei que restauraria direitos de negociação coletiva para 50 mil servidores públicos. A decisão ocorreu nesta quinta-feira; a medida visava ampliar a atuação dos sindicatos no funcionalismo estadual, conforme o padrão da proposta originalmente aprovada na Assembleia.
O veto foi anunciado após o governador ter apresentada uma versão emendada do texto, que enfraquecia significativamente os direitos de negociação. A versão revisada acabou rejeitada pela assembleia, mantendo o impasse sobre o tema.
Segundo análise de think tank, a versão alterada deixaria as negociações como opção e não como direito, mantendo um hiato entre as necessidades dos trabalhadores e as políticas do estado.
Reações dos sindicatos
Líderes sindicais criticaram a decisão, afirmando que o veto representa uma mudança de posição em relação às promessas feitas durante a campanha. O Service Employees International Union apoiou a mobilização anterior pela aprovação do projeto.
Representantes de categorias como bombeiros lembraram que muitos profissionais ainda não têm condições de negociação coletiva devido à ausência de adesão de municípios, o que reforça o impacto da medida rejeitada.
A Frente Sindical do Setor Público destacou que a decisão aprofunda a percepção de atraso na garantia de direitos trabalhistas no estado, apontando histórico de resistência a medidas pró-empregados.
Contexto histórico
Fatos históricos ressaltam que, durante o período de segregação institucional, leis locais proibiam negociação coletiva para o funcionalismo. Em 2021, Virginia passou a permitir que governos locais criem seus próprios acordos, mas a negociação no setor estadual continua irregular.
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