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Empresa israelense tenta influenciar eleições municipais francesas

Empresa israelense teria promovido campanhas de desinformação contra candidatos da La France Insoumise nas eleições municipais de março, segundo Libération e Haaretz

Jean-Luc Mélenchon, líder de La Francia Insumisa, en un acto electoral, el pasado febrero en Lyon.
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  • Uma empresa com sede em Israel, chamada BlackCore, é apontada por Libération e Haaretz como responsável por uma campanha de desinformação contra candidatos da La France Insoumise nas eleições municipais de março.
  • A operação utilizou várias páginas e contas falsas, com fotos geradas por inteligência artificial e datas de criação comuns, segundo a agência francesa Virginum.
  • A ação teve baixa visibilidade nas redes sociais e, até o momento, não houve influência comprovada no resultado das eleições.
  • Serviços secretos franceses teriam identificado a figura de BlackCore como “porta de entrada” de uma rede mais complexa, cuja estrutura não é totalmente explicada.
  • As eleições de março foram vistas como laboratório político em preparação para as presidenciais de 2027, com a La France Insoumise buscando ampliar sua presença em cidades como Marselha, Toulouse e Roubaix.

Uma investigação conjunta de Libération e Haaretz aponta que uma empresa com sede em Israel conduziu campanhas de desinformação visando eleições municipais francesas realizadas em março. A operação envolveu candidatos da La France Insoumise (LFI) e ocorreu desde Israel, segundo as reportagens.

A agência francesa Virginum, responsável por monitorar manipulações online, informou que a operação usou várias páginas e contas falsas, inclusive com fotos geradas por IA e datas de criação genéricas. A divulgação indica baixa visibilidade nas redes e não houve confirmação de impacto nas eleições.

As autoridades francesas avaliaram que a operação teve origem em Israel, mas ainda não ficou claro se houve envolvimento estatal. Fontes citadas descrevem a participação de uma entidade associada a interesses israelenses chamada BlackCore, que seria porta de entrada para uma estrutura maior.

Revelação e contexto

Segundo Libération e Haaretz, BlackCore dizia ter 15 anos de experiência, mas seu domínio de internet teria sido registrado em 2025. A empresa se apresentava como especializada em influência, cibersegurança e tecnologias para a guerra de informação.

As eleições municipais foram vistas como laboratório político, com a esquerda testando estratégias para enfrentar direita e ultradireita. A LFI competiu sozinha em algumas cidades e em coalizões em outras, incluindo PS e ecologistas.

Entre os candidatos atacados estariam Sébastien Delogu (Marselha), François Piquemal (Toulouse) e David Guiraud (Roubaix). A denúncia envolve dezenas de mensagens destinadas a manchar a reputação dos concorrentes, segundo as informações divulgadas.

O ex-candidato Jean-Luc Mélenchon afirmou que a inteligência investiga a possível influência de BlackCore. Ele pediu ações do governo para combater injerência estrangeira, destacando que houve disseminação de conteúdo falso.

A apuração destaca que a operação, apesar de ter sido rastreada, não teve confirmação de impacto direto nos resultados municipais, que variaram conforme o contexto local e as alianças políticas. Fonte técnica aponta ausência de efeito decisivo.

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