- Onze ativistas estrangeiros de direita extremista foram proibidos de entrar no Reino Unido, antes da manifestação de apoiadores de Tommy Robinson.
- O líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, acusou Robinson de propagar ódio e divisão e reuniu-se com autoridades de polícia para planejar a operação de segurança.
- O arcebispo de Canterbury e outras figuras religiosas destacaram a necessidade de “escolher a esperança” diante dos protestos.
- A reconhedição facial ao vivo será usada pela primeira vez na operação de policiamento, com restrições previstas ao desfile pró-Palestina sob a Lei de Ordem Pública.
- O trajeto da marcha deve seguir pela Strand, até Trafalgar Square e Parlamento Square, com contramanifestações anti-racistas e a coincidência com o Nakba Day. Diversos palestrantes já foram anunciados, incluindo Siobhan Whyte; entre os banidos estão Valentina Gomez, Eva Vlaardingerbroek e Dominik Tarczyński.
Eleven ativistas de extrema-direita estrangeiros tiveram entrada negada no Reino Unido, antes de um comício de apoiadores de Tommy Robinson. Keir Starmer acusou Robinson de semear ódio e divisão, em meio a críticas de líderes religiosos. O evento ocorre neste fim de semana, segundo palco de protesto após 100 mil pessoas no primeiro.
O chefe do governo e a polícia devem gerenciar a mobilização, com uso de reconhecimento facial ao vivo pela primeira vez. Polícias trabalharão com restrições do Public Order Act para a marcha pró-Palestina e para o evento Unite the Kingdom, promovido por Robinson, cujo nome real é Stephen Yaxley Lennon.
Keir Starmer reuniu-se com autoridades de segurança para discutir a operação. O premiê gravou mensagem em vídeo ressaltando a necessidade de agir contra quem incita violência e pediu protesto pacífico, enfatizando o cumprimento da lei.
Contornos da operação policial
O governo afirmou que a maioria dos participantes é constituída por cidadãos pacíficos. Ainda assim, prometeu aplicar a lei contra quem causar danos ou intimidar pessoas nas ruas de Londres.
O palanque da marcha reúne grupos da extrema-direita e nacionalismo cristão, com falas previstas de figuras associadas ao movimento. O objetivo declarado é exigir novas eleições, marcando uma mudança de tom de Robinson para envolver seus apoiadores na atuação política.
Participantes e contexto
Entre os anunciados, está Siobhan Whyte, cuja filha Rhiannon Whyte foi assassinada por um morador de um hotel onde trabalhava. Entre os Banidos, destacam-se Valentina Gomez, influenciadora anti-Islã nos EUA, Eva Vlaardingerbroek, da Holanda, e Dominik Tarczyński, polonês e eurodeputado.
O protesto coincide com atos pró-Palestina para marcar Nakba Day, aniversário da deslocação de palestinos em 1948. Contra-manifestações antirracistas também ocorrem, enquanto milhares de torcedores estão em Londres para a final da FA Cup.
Reações de líderes religiosos e partidárias
O arcebispo de Canterbury pediu às pessoas que escolham a esperança, destacando a importância de uma Inglaterra baseada em decência e respeito. A intervenção religiosa surge como contrapeso ao tom de hostilidade do evento.
Downing Street reiterou que a maioria pretende protestar de forma pacífica e pediu decência e respeito a todos os presentes. Keir Starmer reforçou a mensagem de que o país enfrenta um teste moral na atual crise.
Panorama para a sexta-feira e o sábado
Estima-se que sexta-feira seja um dos dias mais movimentados em termos de policiamento em Londres. Além das marchas, há presenças de contra-manifestações antirracistas e a expectativa de grandes torcedores na cidade para a final da competição.
Entre na conversa da comunidade