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Comitê diz que ministros não têm autoridade para reter relatório de Mandelson

Comitê de inteligência acusa governo de reter dossiê de Mandelson, afirmando não ter autorização para ocultar documentos e cobrando divulgação total

The decision to appoint Peter Mandelson as ambassador to the US in December 2024 has cast a shadow over the government.
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  • Comitê parlamentar de inteligência e segurança afirma que o governo está retendo o dossiê de avaliação de Mandelson, apesar de não ter autoridade para isso.
  • A comissão concluiu que o governo não cumpriu a vontade do parlamento, aprovada em fevereiro, de tornar públicos todos os papéis relevantes à nomeação de Mandelson como embaixador nos EUA.
  • O grupo relata que certos documentos estão sendo mantidos em segredo, incluindo um dossiê de avaliação de segurança (vetting) mantido pela agência de avaliação de segurança (UK Security Vetting).
  • O Foreign Office decidiu, em janeiro de 2025, conceder a Mandelson o status de “vetting desenvolvido” (developed vetting) mesmo sem ver o dossiê, segundo relatos.
  • O ISC criticou ainda a prática de redigir documentos com base em mensagens de aplicativos como o WhatsApp, pedindo retorno ao parlamento para novas aprovações e questionando a amplitude das redacções.

O comitê parlamentar de Inteligência e Segurança (ISC) afirmou que o governo está retendo o arquivo de avaliação de Peter Mandelson para o posto de embaixador nos EUA, mesmo sem ter a autoridade para isso. A declaração veio após o grupo concluir que não recebeu a documentação completa necessária.

O ISC criticou a condução do governo sobre a divulgação dos papéis relacionados à nomeação de Mandelson, alegando que ministros não estariam cumprindo a vontade do parlamento. Em fevereiro, o parlamento aprovou um humble address para tornar públicos os documentos relevantes.

O documento-chave em questão é o arquivo de vetting mantido pela UK Security Vetting (UKSV), que em janeiro de 2025 recomendou negar a autorização de segurança a Mandelson. Na prática, o visto foi concedido pouco depois, com a aprovação de desenvolvimento de vetting.

AVANÇO E CONTEXTO

O então secretário permanente do Foreign Office, Olly Robbins, autorizou o desenvolvimento do vetting em dezembro de 2024, abrindo caminho para Mandelson assumir em Washington no mês seguinte. Robbins já foi demitido por Keir Starmer.

Robbins afirmou que agiu sem ver o arquivo de vetting, baseando-se em um briefing oral de um funcionário que também não havia visto o documento. O ISC disse não acreditar que o humble address autorizasse qualquer retenção de documentos.

REDAÇÕES E PROCESSO

O ISC disse ainda que o governo redigiu documentos além do permitido para questões de segurança nacional e relações internacionais. A comissão exigiu retorno ao parlamento para autorização de novas redactions, e apontou ausência de um órgão responsável pela revisão dessas alterações.

A referência a conversas por WhatsApp entre autoridades foi classificada como parte de um funcionamento extraordinário do governo, levantando preocupações sobre a falta de trilha de decisões formais. O ISC ressaltou que isso compromete a transparência.

CONTEXTUALIZAÇÃO POLÍTICA

A nomeação de Mandelson em dezembro de 2024 e o retrato político subsequente geraram críticas a partir de adversários, que cobraram explicações sobre a proximidade do ex-assessor com o governo. O momento coincidiu com resultados eleitorais locais desfavoráveis ao partido.

O governo está sob pressão para explicar por que decidiu manter o arquivo vetting fora do escrutínio parlamentar. A imprensa informou que o papel de Mandelson ficou marcado por controvérsia e por disputas internas no governo e no partido.

REPERCUSSÃO E PRÓXIMOS PASSOS

O gabinete foi solicitado a esclarecer a fundamentação para manter o arquivo retido e a revisar o uso de redactions. O HMS confirmou recebimento de perguntas e não divulgou novo posicionamento até o momento.

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