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Dino investiga envio de emendas a filme sobre Bolsonaro

Investigação sigilosa de Flávio Dino apura uso de emendas para financiar filme sobre Bolsonaro, com alegações de rede de empresas ligadas e lastro público indireto

Indecoroso. Para o ministro Flávio Dino, o acordo negociado pela AGU, que liberou a empresa da obrigação de investir na construção de Angra 3, foi “constrangedor” – Imagem: Antonio Augusto/STF
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  • O ministro Flávio Dino abriu uma investigação no Supremo Tribunal Federal sobre o uso de emenda parlamentar para financiar projetos culturais, incluindo o filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, com tramitação em sigilo.
  • O caso faz parte de uma ação que fiscaliza repasses e execução de emendas em todo o país.
  • Deputados Tábata Amaral e Henrique Vieira apontaram um “ecossistema” de pessoas jurídicas ligadas a associações e empresas com o mesmo endereço e gestão, sugerindo unidade de comando.
  • A petição questiona se parte dos recursos públicos financiou, indireta ou parcialmente, a produção do filme, conferindo lastro ao custeio da obra.
  • Foram intimados para esclarecer a destinação de emendas parlamentares membros do PL, como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollonio; Mário Frias está sendo procurado há mais de um mês sem localização pelo oficial de Justiça.

O ministro Flávio Dino, do STF, abriu uma investigação sobre o uso de emendas parlamentares para financiar projetos culturais, incluindo o filme Dark Horse, que aborda a figura de Jair Bolsonaro. O caso tramita em segredo de justiça.

A ação foi movida por deputadas federais Tábata Amaral (PSB-SP) e Henrique Vieira (PSOL-RJ). Eles apontam suposta interconexão entre pessoas jurídicas ligadas a associações e empresas com o mesmo endereço, infraestrutura e gestão, sugerindo uma possível unidade de comando.

Segundo a petição, parte dos recursos poderia ter sido usada de modo indireto para custear a produção cinematográfica privada. Intimações buscaram esclarecer destinações de emendas de deputados, entre eles Alexandre Ramagem, Carla Zambelli, Bia Kicis e Marcos Pollonio.

O deputado Mário Frias (PL-RJ), produtor executivo, é procurado para ser intimado há mais de um mês, sem localização/ato de oficial de Justiça. A decisão de Dino surge após reportagens revelarem diálogo sobre aporte milionário para o filme.

Contexto e desdobramentos

O material divulgado pelo The Intercept Brasil mostrou áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, discutindo investimento no filme. Flávio Bolsonaro confirmou a negociação, assim como Frias e a produtora envolvida.

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