- A Polícia Federal colheu depoimentos de influenciadores que teriam recebido dinheiro para difamar o Banco Central em retaliação à punição do Master, após a liquidação da instituição financeira.
- A ação de difamação foi coordenada por meio de redes sociais e canais de TV, com publicações entre 28 e 29 de dezembro, quando o Master era alvo de reportagens.
- O documento “Projeto DV” balizou a operação, que custou quase R$ 84 milhões de reais.
- O grupo de Vorcaro teria contratado a agência MiThi para agenciar os influenciadores contratados para difamar o BC.
- A Folha de S. Paulo informou que o coordenador de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro aparece na lista de pagamentos; ele nega a participação, embora tenha recebido valores da empresa investigada.
A Polícia Federal avança em investigação sobre um suposto plano de difamação envolvendo o Banco Central e o influencer Master, de Daniel Vorcaro. Depoimentos de criadores de conteúdo com forte atuação nas redes foram colhidos nas últimas duas semanas. A estratégia seria defender o Master e atacar o BC pela liquidação da instituição financeira. O custo estimado da operação é de quase 85 milhões de reais.
Os investigadores dizem que a ação tinha como objetivo deslegitimar o trabalho do BC, que estrava ações contra golpes financeiros. O material informado aponta que o grupo utilizou redes sociais, sites de fofoca e empresas de jogos de azar online para espalhar desinformação. A apuração cita também a participação de gestora de fundos REAG, ligada a operações do Master e a lavagem de dinheiro.
O documento conhecido pela PF como Projeto DV descreve o pagamento a influenciadores para ataques coordenados ao BC, com publicações entre 28 e 29 de dezembro. O Master era alvo de reportagens por ligações com familiares e integrantes do Supremo Tribunal Federal.
Ontem, a Folha de S Paulo informou que um coordenador de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro consta na lista de pagamentos do grupo. Ele nega envolvimento, embora tenha recebido valores significativos da empresa envolvida, segundo a reportagem. As informações foram obtidas pela coluna.
A investigação indica que a operação contou com a contratação de uma agência chamada MiThi, responsável por enviar os influenciadores para a difamação digital. O BC e a Polícia Federal teriam interrompido o plano assim que identificaram o ataque coordenado às redes.
Segundo apuração, a ação de difamação saiu de controvérsias para um custo de quase 84 milhões de reais, revelando o peso financeiro da operação. A PF segue com diligências para esclarecer as relações entre as partes envolvidas e o funcionamento da rede de difamação.
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