- A Comissão Europeia convidou uma delegação do regime talibã para Bruxelas discutir migração e devoluções, mesmo sem reconhecê-lo como governo afegão.
- A reunião seria de caráter técnico e tem apoio dos Estados-membros para ser organizada; ainda não há data nem formato definidos.
- Segundo Eurostat, afegãos respondem por 27,2% dos pedidos de asilo na UE, o maior grupo entre requerentes.
- Vinte países membros pediram, em outubro, que a UE avaliasse vias diplomáticas para facilitar devoluções, especialmente de quem representa risco ao ordem pública.
- O encontro seria o segundo entre a Comissão Europeia e os talibãs, após uma reunião técnica em Kabul, em janeiro; o Ministério da Justiça da Suécia coordena a organização.
A União Europeia convidou uma delegação talibã para Bruxelas para debater migración e devoluções, em um encontro de nível técnico. A iniciativa ocorre mesmo sem o reconhecimento das autoridades de facto afegãs pela UE.
Cerca de 20 Estados-membros pediram abertura de vias diplomáticas para facilitar retornos de migrantes afegãos, inclusive voluntários e forçados. Bélgica, Alemanha, Áustria, Itália e outros assinaram a carta; Espanha não participou.
O encontro em Bruxelas não tem data definida e o formato ainda não foi divulgado. Ele seria o segundo contato entre a Comissão Europeia e os talibãs, após reunião técnica em Kabul em janeiro; a organização fica a cargo do Ministério de Justiça sueco.
Contexto regional
O diálogo técnico com os talibãs é parte de uma tendência de ampliar políticas de deportação na UE, com novas regulações para facilitar retornos e restringir o acesso a abrigo. A UE já sinaliza estratégias para ampliar centros de deportação fora da região.
Além do Afeganistão, a União tem acelerado conversas com outros países para retorno de refugiados, como ocorreu com a Síria, antes de estabelecer relações mais estreitas. O objetivo é gerir fluxos migratórios em meio ao discurso anti-imigração.
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