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Reparações por escravidão no Reino Unido devem ser prioridade na Commonwealth

Campanha afirma que reparações pela escravatura devem estar no centro da próxima cúpula da Commonwealth, com apoio regional e pressão internacional

Ralph Gonsalves, right, with Olivia 'Babsy' Grange, who is leading Jamaica’s reparations movement.
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  • Ralph Gonsalves, ex-chefe de governo de Santa Lúcia, afirma que a reparação pela escravidão deve ficar no centro da próxima cúpula da Commonwealth.
  • Ele participou da Jamaica de ações para avançar o movimento de justiça reparatória ligado à escravidão transatlântica.
  • A pauta já foi tema do último encontro de líderes da Commonwealth, em outubro de 2024, quando o primeiro-ministro do Reino Unido resistiu a incluí-la na agenda.
  • Entre junho e julho, estão previstas etapas no Caribe, África e Reino Unido para avançar a causa, incluindo uma conferência em Gana e encontros da organização Caricom.
  • A mobilização ocorre após a resolução da Assembleia Geral da ONU, em março, classificando a escravidão como o pior crime contra a humanidade, com o Reino Unido entre os países que abstiveram.

Ralph Gonsalves, ex-primeiro-ministro de St. Vincent e Granadinas, defende que as reparações por escravização devem ser o tema central da próxima cúpula da Commonwealth. Em Jamaica, ele destacou o movimento pela justiça reparatória como em desenvolvimento ativo.

Gonsalves participa de discussões sobre o legado do colonialismo e a reparação por séculos de escravização de africanos trazidos aos

| países das Américas. A pauta, segundo ele, não pode ficar à margem, dada a energia promovida pela coalizão Caricom e por governos afro-caribenhos.

Entre o século XV e XIX, estima-se que mais de 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e vendidos como escravos. O assunto ganhou destaque na última reunião de líderes da Commonwealth, em outubro de 2024, quando houve resistência ao tema na agenda.

Próximos passos

Em março, a Grã-Bretanha votou de forma abstêmica numa resolução da ONU que descreve a escravização como o pior crime contra a humanidade. A resolução foi aprovada pela maioria, com 123 votos a favor.

Antes do encontro de Antigua e Barbuda, em novembro, eventos marcados deverão ocorrer entre Caribe, África e Reino Unido para alinhar ações globais sobre reparações.

Ghana, país que liderou a resolução da ONU, organizará em junho uma conferência para definir passos coordenados. No Caribe, uma reunião em St Lucia deverá atualizar o plano de 10 pontos para a justiça reparatória.

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