- Após as eleições locais e regionais de quinta-feira, o Partido Trabalhista sofreu derrota esmagadora e perdeu cerca de 1.500 vereadores; Reform UK ganhou espaço.
- Nesta segunda, pelo menos 70 deputados pediram a renúncia de Keir Starmer, aumentando a pressão sobre o premiê.
- Membros do governo, entre eles a ministra do Interior, Shabana Mahmood, e a chanceler Yvette Cooper, solicitaram um calendário de saída de Starmer.
- Em discurso, Starmer reconheceu a frustração e anunciou planos para reconstruir laços com a Europa e apresentar lei para nacionalizar a siderúrgica British Steel.
- O desgaste público ocorre em meio à economia estagnada, alta do custo de vida, guerra no Oriente Médio e o escândalo envolvendo Peter Mandelson e Jeffrey Epstein.
O Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrenta pressão crescente para deixar o cargo após o revés do Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais de quinta-feira. O líder foi alvo de pedidos de renúncia de membros de seu governo e de aliados dentro do próprio partido.
Ao menos 70 dos 403 deputados trabalhistas já pediam a saída de Starmer nesta segunda-feira. Em resposta, o premiê fez um discurso pela manhã, prometendo reconstruir relações com a Europa e apresentando medidas para revitalizar o mandato. O tom, porém, não foi suficiente para acalmar as tensões.
Entre as propostas anunciadas, ele afirmou que apresentará uma legislação para nacionalizar a siderúrgica British Steel. Nas eleições de 7 de maio, o Trabalhismo perdeu cerca de 1.500 vagas de vereadores e perdeu espaço para a oposição, com forte avanço do partido anti-imigração Reform UK. A popularidade de Starmer, de 63 anos, segue em queda, em meio a economia estagnada e custo de vida elevado.
Contexto eleitoral
Desde a vitória do Trabalhismo em 4 de julho de 2024, após 14 anos de governo conservador, o partido passa por críticas internas e desafios de governabilidade. A derrota local intensifica a pressão sobre o seu líder e pode afetar sua estratégia para 2025.
Reações dentro do governo
Shabana Mahmood, ministra do Interior, e Yvette Cooper, chefe da pasta de Relações Exteriores, teriam pedido ao premiê um calendário para a própria saída, segundo veículos britânicos como The Guardian e Sky News. O grupo dissidente interno busca clareza sobre a condução política.
Outros desdobramentos
O escândalo envolvendo a indicação e posterior destituição de Peter Mandelson como embaixador em Washington também impacta a percepção sobre a estabilidade do governo. A revelação de ligações entre o embaixador e Jeffrey Epstein alimenta críticas sobre escolhas de alto escalão.
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