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Putin é tema de rumores sobre golpe de Estado às vésperas de eventos

Relatório europeo aponta tensão entre clãs da elite russa; Kremlin reforça a segurança de Putin e reduz parade militar para minimizar riscos

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em 30 de abril de 2026. Foto: Viacheslav PROKOFIEV/Pool/AFP
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  • O Kremlin aumentou a segurança em torno de Putin por temores de atentados e golpes, e a parada militar do Dia da Vitória foi reduzida.
  • Um serviço de inteligência europeu afirma, em relatório citado por Important Stories, CNN e Financial Times, que há um complô dentro da elite russa contra Putin; Shoigu é apontado como possível fator de desestabilização.
  • Shoigu, amigo de longa data de Putin, perdeu influência após sua demissão em 2024 e é associado a conflitos entre clãs e a redes de corrupção.
  • Especialistas divergem: alguns veem risco real, outros consideram desinformação ou cenário improvável; há consenso de que a segurança de Putin é prioridade e que há tensões entre órgãos de segurança.
  • A elite russa não seria coesa o suficiente para derrubar Putin, conforme analisam especialistas, devido à ausência de um centro único de coordenação e à competição por recursos.

O Kremlin aumentou a segurança ao redor de Vladimir Putin, citando temores de atentados e golpes de Estado. A informação veio de um serviço de inteligência europeu, veiculada pelo portal Important Stories, e também repercutida pela CNN e pelo Financial Times.

Especialistas divergem sobre a veracidade do complô. Há quem reconheça sinais de tensão entre as elites russas e desconfianças dentro dos órgãos de segurança. Outros afirmam que o vazamento busca desestabilizar a cúpula e não aponta uma ameaça concreta.

Putin, por sua vez, permanece no centro das decisões, enquanto a imprensa internacional acompanha sinais de inquietação entre technocratas e militares. A percepção de risco se acentua em meio a dificuldades econômicas e pressões sobre as estruturas de poder.

Contexto sobre Shoigu

O relatório cita Serguei Shoigu, ex-ministro da Defesa e de Situações de Emergência, como possível fator de desestabilização. Ainda que tenha perdido influência, há quem argumento que ele poderia representar risco ao equilíbrio do poder. Observadores destacam conflitos entre clãs no interior da elite.

Conforme o material, Shoigu manteve uma relação longa com Putin, com participação em eventos públicos juntos no passado. A demissão dele, em 2024, foi associada a falhas na condução da guerra na Ucrânia. A possibilidade de represálias judiciais a membros da antiga gestão é mencionada como motivo de insegurança.

Afirmam ainda que tensões entre setores de segurança teriam aumentado, alimentando especulações sobre a integridade das redes de poder. Especialistas ressaltam que o papel de mediador do Kremlin pode ter se enfraquecido.

Por que a elite não derruba Putin?

Analistas destacam que o sistema de poder na Rússia funciona como pirâmide, com cada grupo ligado a patronos específicos. Falta coordenação central para um movimento coordenado contra o presidente, o que dificulta golpes estruturais.

Alguns observam que episódios recentes, como a crise envolvendo o grupo Wagner, mostram rupturas pontuais, mas não uma coalizão unificada contra Putin. A falta de apoio mútuo entre diferentes clãs impede ações coletivas de grande escala.

Especialistas ouvidos por veículos internacionais destacam que relatos sobre uma conspiração envolvendo Shoigu podem não refletir a realidade. A ideia central é que a propaganda e a desinformação podem moldar a percepção de risco dentro da elite.

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