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EUA e Irã próximos de cessar-fogo temporário, dizem autoridades paquistanesas

Paquistão diz que EUA e Irã estão perto de acordo intermediário para encerrar o conflito e manter a passagem pelo estreito de Hormuz aberta

A billboard in Tehran represents the strait of Hormuz with the slogan ‘Forever in Iran’s hand’. Photograph: AFP/Getty Images
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  • Países vizinhos, incluindo Paquistão, afirmam que EUA e Irã estão próximos de um acordo temporário para encerrar a guerra e reabrir o estreito de Hormuz, com uma proposta básica sendo avaliada em washington e teerã.
  • O objetivo é um acordo em duas fases: a primeira, para pôr fim ao conflito e permitir o tráfego marítimo; a segunda, para tratar do programa nuclear iraniano nas próximas semanas.
  • O Paquistão atua como mediador, e autoridades locais dizem que o texto preliminar pode ser assinado ainda neste fim de semana, se as partes aceitarem as propostas.
  • Principais entraves incluem a posição iraniana sobre o fechamento de ativos no exterior, como cerca de $ seis bilhões mantidos no Qatar, e diferenças sobre o prazo de moratória de enriquecimento nuclear (entre três e cinco anos, contra entre vinte e vinte e cinco anos, com possibilidade de compromisso próximo de dez anos).
  • Analistas veem apostas elevadas em volta do diálogo, com o risco de escalada regional caso as negociações não avancem, enquanto Trump se mostra otimista de chegar a um acordo antes de viagens previstas à China.

O governo dos EUA e o Irã estariam perto de um acordo temporário para interromper a guerra no Oriente Médio, segundo autoridades paquistanesas. A previsão é de um cessar-fogo provisório neste fim de semana, com Teerã analisando a proposta norte-americana. O objetivo é manter a paz e permitir o livre trânsito de navios, enquanto as negociações avançam.

O acordo seria, entretanto, apenas uma solução interim. Enquanto isso, o Estreito de Hormuz, rota estratégica para 20% do petróleo mundial, permanece central na negociação. A liberar as vias de navegação, as partes buscam evitar retorno imediato de hostilidades.

Mediação paquistanesa e ritmo dos contatos

Islãbad tornou-se o principal mediador de contatos indiretos entre Washington e Teerã após uma rodada de conversas presenciais fracassadas no mês anterior. Diplomatas paquistaneses disseram que as propostas estão mais próximas, ainda que as posições permaneçam distantes.

Um diplomata paquistanês afirmou que as partes já sinalizam maior abertura a sugestões, reduzindo a distância entre as propostas. O objetivo é chegar a um rascunho que permita, ao menos, reabrir o Estreito de Hormuz e manter o fluxo de comércio.

Em meio ao ambiente tenso, o dia anterior viu ataques de mísseis e drones iranianos contra os Emirados Árabes Unidos, e uma ofensiva de lançou por parte dos EUA em resposta a medidas de Teerã. Além disso, Trump indicou, em entrevista, otimismo sobre um acordo antes de uma viagem à China.

Posições e próximos passos

O acordo em análise dividiria-se em duas fases: a primeira, para encerrar a guerra e reabrir Hormuz; a segunda, em até 30 dias, para tratar do programa nuclear do Irã. Analistas apontam que o Iran pode resistir à entrega de urânio levemente enriquecido, visto como requisito dos EUA.

Teerã defende que pode buscar uma moratória de enriquecimento entre três e cinco anos, enquanto os EUA defendem de 20 a 25 anos. Mediadores veem chance de compromisso em torno de 10 anos. O Irã também resiste a entregar todo o estoque de urânio com 60% de enriquecimento.

Fontes oficiais reconhecem que as diferenças entre Washington e Teerã dificultam um acordo mais amplo no momento. Ainda assim, o empeçamento temporário é visto como veículo para reduzir riscos de escalada enquanto se negocia.

O serviço diplomático iraniano informou apenas que o ministro das Relações Exteriores manteve contato com o colega paquistanês, discutindo desenvolvimentos regionais e a importância do diálogo. Observadores ressaltam que, para o Irã, vínculos com Israel também influenciam as tratativas.

Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm o blockade que dificulta o transporte de navios ligados ao Irã no Golfo, como forma de pressão econômica. Analistas estimam que, mesmo sem acordo definitivo, há possibilidade de que Washington encerre o conflito de forma unilateral, caso as negociações fracassem.

O governo paquistanês sinalizou otimismo com a possibilidade de um acordo, que poderia ser assinado em Islamabad pelo presidente dos EUA, caso haja avanço próximo. O país continua enfatizando que a prioridade é encerrar a guerra e permitir o retorno ao diálogo direto entre as partes.

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