- Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, diz que não pretende disputar a Presidência em 2026 e não conversou com Ciro Gomes sobre a chapa.
- No fim de abril, ele discutiu a possibilidade com Aécio Neves, do PSDB, em tom de brincadeira; mimou falar com Ciro, mas recuou.
- Se criada, a chapa repetiria a dupla de 2002, com Ciro Gomes disputando o Planalto e Paulinho na vice.
- O deputado defende uma candidatura alternativa aos nomes de Lula e Flávio Bolsonaro, dizendo que a “terceira via” ficou muito à direita.
- O ex-governador Ciro Gomes recebeu o convite de Aécio Neves para disputar pela sigla; avaliaria a proposta enquanto negocia disputar o governo do Ceará.
Paulinho da Força afirma que não pretende concorrer à Presidência em 2026 e que não há acordo para formar chapa com Ciro Gomes. O presidente do Solidariedade disse ao g1 que a ideia não foi consumada e que “dá muito trabalho” discutir esse tema.
A conversa sobre a chapa envolvendo Ciro Gomes ganhou repercussão no fim de abril, quando houve fala entre o deputado e Aécio Neves, presidente do PSDB. Na ocasião, o tom foi de brincadeira, e Paulinho diz que não chegou a conversar com Ciro sobre o assunto.
A possibilidade de repetir a dobradinha de 2002, quando Ciro disputou a presidência com Paulinho na vaga de vice, foi mencionada como hipótese, caso a candidatura de Ciro fosse consolidada pela sigla. O objetivo seria apresentar uma terceira via, diferente de Lula e Flávio Bolsonaro.
Paulinho defende uma candidatura que se posicione entre o centro democrático e a economia liberal, com foco social. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o deputado afirmou que a terceira via atual estaria muito à direita. Outros ex-governadores já acompanham esse movimento.
Aécio Neves convidou Ciro Gomes para disputar a Presidência pelo PSDB, após a filiação recente do ex-governador ao partido. O convite visava consolidar uma alternativa ao ato de reeleição de Lula e à polarização com Flávio Bolsonaro, segundo fontes ligadas às negociações.
Ciro Gomes, por sua vez, disse ter recebido o convite com surpresa e alegria e que avaliaria a proposta. O ex-governador tem, no momento, planos de disputar o governo do Ceará em outubro, cargo que ocupou entre 1991 e 1994, caso não avance a candidatura presidencial.
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