- Os governantes árabes procuraram controlar a percepção pública sobre a guerra entre EUA/Israel e o Irã, com a mídia estatal denunciando a agressão iraniana.
- Há repressão a quem demonstre simpatia pelo Irã; pessoas têm sido presas e, em alguns casos, acusadas de traição.
- Qatar e Emirados Árabes Unidos detiveram pessoas por filmar ataques iranianos ou suas consequências.
- Bahrein: cidadãos têm sido privados da cidadania por suposto apoio ao Irã; em 7 de maio, o parlamento expulsou o vice-presidente e mais dois deputados por questionarem o poder do rei.
- Leitores e analistas ouvidos citam que líderes regionais repetem estereótipos antigos sobre persas para moldar a opinião pública.
O poder na região tem trabalhado para moldar a percepção pública sobre o conflito entre EUA, Israel e Irã. Governos árabes de emirados, reis e presidentes antigos reduzem o debate a acusações de agressão iraniana, conforme nota o serviço de mídia estatal.
Em várias nações, cidadãos que manifestam simpatia por Iran têm sido detidos ou enfrentam processos. Em Qatar e nos Emirados Árabes Unidos, relatos indicam prisões por filmar ataques iranianos ou suas consequências. Em Bahrain, há casos de retirada de cidadania para quem apoia o Irã.
Contexto regional
Parlamentares baharenses foram expulsos em 7 de maio, sob alegação de questionar o poder do rei. Observadores afirmam que, além de repressão, a retórica oficial recorre a estereótipos históricos sobre os Persas para justificar a narrativa dominante. A reportagem acompanha o tema na seção Oriente Médio e África.
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