- A polícia alemã realizou buscas em quase todo o país, com foco em 36 suspeitos de pertencerem aos grupos Deutsche Jugend Voran (Juventude Alemã à Frente, DJV) e Jung und Stark (Jovem e Forte, JS), ligados ao movimento Heimat; foram vasculhados cerca de 50 imóveis em 12 estados federados.
- Os suspeitos são, em sua maioria, adolescentes e jovens, com posições de liderança em seus grupos; as duas organizações teriam vários centenas de membros cada uma.
- A operação envolve cerca de 600 agentes de diferentes forças de segurança federais e regionais; até o momento não houve prisões anunciadas.
- DJV e JS atuam em nível nacional, com foco regional em Berlim e Brandemburgo para o DJV; são associados a ações contra o Christopher Street Day e a ataques contra pessoas queer e opositores políticos.
- As investigações também apontam forte presença nas redes sociais e em grupos de chat online, que são vistos como catalisadores da radicalização e da mobilização para violência de extremistas de direita.
Oito centro de operações ocorrendo de forma simultânea marcaram o início da manhã: autoridades alemãs realizaram redadas em quase todo o território para atingir 36 suspeitos ligados aos grupos juvenis DJV e JS, acusados de integrar organizações criminosas. As ações mobilizaram cerca de 600 agentes.
Os registros atingiram aproximadamente 50 imóveis em 12 dos 16 estados federados da Alemanha. Os investigados são, em sua maioria, adolescentes e jovens, com alguns apontados como responsáveis por cargos de liderança dentro dos grupos, segundo a Procuradoria-Geral da Alemanha.
Entre as organizações citadas, DJV e JS estão conectadas ao partido extremista Heimat, de orientação neonazista, antigo NPD. As autoridades destacam que ambos atuam de forma nacional, com forte presença em redes sociais e canais de comunicação voltados à mobilização de jovens.
O que envolve os grupos
A Procuradoria aponta que as duas organizações contam com centenas de membros e já foram associadas a ações violentas no passado. O envolvimento em casos de lesões graves é objeto de apuração de oito indivíduos, em diferentes fases de investigação.
As operações ocorrem em meio a antecedentes de violência atribuídos aos grupos, que já foram associados a ataques contra eventos e pessoas queer. As ações estariam ligadas a um padrão de recrutamento por meio de plataformas digitais e redes de mensagens.
Contexto e desdobramentos
Segundo a Polícia Federal, discussões e recrutamento online vêm ganhando importância na radicalização de jovens extremistas. Grupos de chat e fóruns, segundo as autoridades, atuam como catalisadores para ações violentas e tentativas de mobilização rápida.
A investigação envolve autoridades federais e regionais em estados como Baviera, Berlim, Brandemburgo, Hesse, Mecklemburgo-Pomeren, Baixa Saxônia, Renânia do Norte-Vestfália, Renânia-Palatinado, Saar, Saxe, Saxe-Anhalt e Schleswig-Holstein.
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