- Lula se encontra com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca na quinta-feira, 7 de maio, com prioridade para a cooperação no combate ao crime organizado.
- O governo brasileiro estuda antecipar o debate sobre a possível enquadramento de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, o que poderia justificar ações mais duras dos EUA.
- O Planalto quer deixar claro que o crime organizado é prioridade e que a cooperação bilateral é o caminho para enfrentar o problema.
- O tema já havia sido citado por Lula em encontros anteriores com Trump, incluindo a defesa da cooperação internacional no combate à lavagem de dinheiro em paraísos fiscais.
- O ministro da Fazenda, Durigan, afirmou que já existe parceria com os Estados Unidos na área aduaneira para impedir a entrada de armas e drogas.
O governo brasileiro quer colocar a cooperação com os Estados Unidos no centro da agenda de Lula na reunião com Trump, marcada para quinta-feira nos EUA. A prioridade é o combate ao crime organizado.
Auxiliares do presidente avaliam que o tema deve ganhar destaque na reunião, diante de discussões dos EUA sobre enquadrar facções brasileiras como organizações terroristas. A ideia é antecipar eventuais impactos dessa linha de atuação externa.
A expectativa é que os dois lados consolidem acordos de cooperação, incluindo ações conjuntas para evitar a entrada de armas e drogas. O ministro da Fazenda também aponta avanços em áreas aduaneiras nesse sentido.
Enquadramento jurídico e impactos
Lula já discutiu a cooperação internacional contra lavagem de dinheiro em encontros anteriores com Trump, especialmente em relação a paraísos fiscais. A equipe ressaltou que o Brasil trata o crime organizado como prioridade.
Integrantes do governo citam exemplos na América do Sul de operações autorizadas por esse tipo de enquadramento para justificar ações internacionais. A narrativa é de cooperação bilateral como caminho técnico para enfrentar o problema.
O encontro ocorre em meio a sinais de ajuste estratégico no governo, após derrotas recentes no Congresso. A ideia é modular o discurso e avançar na pauta sem perder o foco no combate ao crime organizado.
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