- Lula e Jorge Messias se reuniram novamente nesta segunda-feira para discutir caminhos após a rejeição do AGU pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal.
- No momento, ganha força a ideia de que Messias pode permanecer no cargo.
- Lula teria pedido força e altivez ao aliado, dizendo que o impasse foi político, não técnico, segundo aliados.
- Pesquisas internas apontam que a aliança entre oposição e centrão pode ter sido mal recebida pelo eleitorado, especialmente após a rejeição de Messias e mudanças em outros casos envolvendo Jair Bolsonaro.
- A suspensão da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o suposto desvio no banco Master e a percepção de favorecimento a agentes envolvidos podem ter impactado a imagem pública do governo, abrindo um possível caminho político para Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, reuniram-se nesta segunda-feira (4) para discutir os caminhos a seguir após a rejeição de Messias ao cargo no Supremo Tribunal Federal pelo Senado. A linha principal é manter Messias no posto, segundo relatos de assessores.
Lula enfatizou, em tom paternal, que o impasse foi político e não relacionado ao currículo do indicado. Aliados afirmam que ele transmitiu preocupação com a leitura da sociedade sobre o episódio e ressaltou a necessidade de manter a estabilidade institucional.
Pesquisas internas do governo revelam descontentamento com a aliança entre oposição e centrão, após a rejeição de Messias e a aprovação de penas mais brandas para crimes envolvendo Bolsonaro e aliados. A percepção de possível acordão para blindar agentes da investigação tem sido mencionada por parte do eleitorado.
Ainda não há confirmação sobre o tempo da reparação de imagem pública nem sobre efeitos eleitorais concretos. A conversa entre Lula e Messias sugere uma busca por sinal de continuidade administrativa, em meio a um quadro de crise de confiança no Judiciário e no Congresso.
A equipe de governo avalia que, apesar das controvérsias, a permanência de Messias pode se tornar um caminho viável para o governo Lula, diante do cenário político conturbado. A repercussão entre lideranças e a população ainda está em avaliação.
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