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UE desbloqueia empréstimo de €90 bilhões à Ucrânia após Hungria suspender veto

UE desbloqueia empréstimo de €90 bilhões para a Ucrânia após Hungria levantar veto, com sanções adicionais a Moscou em fase de aprovação

Volodymyr Zelenskyy has welcomed news of the agreement for the loan as ‘the right signal under the current circumstances’. Photograph: Global Images Ukraine/Getty Images
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  • O bloco europeu desbloqueia um empréstimo de €90 bilhões para Kyiv após a Hungria retirar o veto.
  • O acordo prevê dois empréstimos sem juros de €45 bilhões em dois mil e vinte e seis e dois mil e vinte e sete, para cobrir parte das necessidades de Kyiv; o dinheiro financiará principalmente defesa e orçamento.
  • Um novo pacote de sanções contra a Rússia foi acordado, com restrições marítimas, financeiras e de comércio para dificultar exportação de petróleo russo.
  • O desbloqueio ocorreu depois de Kyiv retomar o bombeamento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba para Hungria e Eslováquia, levando a Hungria a suspender o veto.
  • Zelenskiy pediu que o apoio da UE entre em operação rapidamente; a primeira liberação pode ocorrer no fim de maio ou início de junho.

O bloco aprovou o desbloqueio de um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia e a adoção de um novo pacote de sanções contra a Rússia. O acordo ocorreu após a Ucrânia retomar o bombeamento de petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia, levando Budapeste a retirar o veto. Cyprus, que preside a União, informou que os embaixadores concordaram em iniciar procedimentos por escrito para a aprovação final, com o sinal verde esperado até quinta-feira.

A decisão de liberar o empréstimo, já acordado em dezembro, é essencial para manter o funcionamento financeiro da Ucrânia neste ano e no próximo. O veto da Hungria, articulado pelo então primeiro-ministro Viktor Orbán, foi motivado por disputas sobre a reparação do oleoduto Druzhba, que serve Hungria e Eslováquia, dependentes do petróleo russo.

Quem participa e quando houve o desfecho: além de Hungria, o Parlamento e governos dos Estados-membros atuaram para destravar o pacote, com a expectativa de assinatura formal até a tarde de quinta. A Ucrânia afirmou que cumpre suas obrigações com a UE, inclusive em relação ao Druzhba, e pediu operacionalização rápida do apoio.

Pacote de sanções e impactos

A nova sanção da UE mira ampliar restrições marítimas e energéticas para reduzir as exportações russas, com medidas também sobre o setor financeiro, comércio e indústria. Mais de 40 navios integram a lista de proibidos de atracar em portos da UE, elevando o total para cerca de 600 embarcações.

O endurecimento atinge cerca de 120 pessoas e entidades, incluindo 20 bancos regionais russos, com restrições de viagem, congelamento de ativos e limitações a transações. Plataformas de criptomoedas e bancos de terceiros que facilitem comércio de insumos militares também estão no alvo, além de novos embargos a metais, químicos e minerais críticos.

O empréstimo será titulado por meio de dois empréstimos de 45 bilhões de euros cada, em 2026 e 2027, com 28 bilhões destinados a gastos militares e 17 bilhões para orçamento geral anualmente. O capital deve sair de mercados, com garantia do orçamento da UE. A primeira liberação estimada é no fim de maio ou início de junho.

A Ucrânia não deverá pagar o empréstimo com recursos próprios de imediato; o reembolso depende de reparações russas ao fim do conflito, potencialmente com ativos congelados da banca central russa estimados em 210 bilhões de euros.

Economistas já alertaram que o dinheiro pode ser essencial para manter as operações até junho, caso o fluxo de caixa se torne crítico. O comissário econômico da UE, Valdis Dombrovskis, indicou a expectativa de liberação inicial em cerca de 1,1 ou 2 meses a partir de hoje, conforme a evolução do processo.

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