- O Reform UK propôs, semanas antes das eleições locais, instalar centros de detenção de migrantes em áreas com vereadores ou MPs verde, o que gerou críticas de oponentes.
- O anuncio incluiu um vídeo em que Zia Yusuf, sombra do interior, diz que áreas como Brighton seriam prioritárias para receber centros de detenção; há uma página onde o eleitor pode checar se sua área pode ser escolhida.
- Reações: Greens, Labour e conservadores classificaram a ideia como nojenta, inaceitável ou não séria; o Refugee Council afirmou que é inviável e profundamente anti britânico.
- Uma pesquisa YouGov mostrou que quarenta e cinco por cento dos entrevistados não veem aceitável que decisões que afetam áreas parlamentares dependam do voto dos eleitores na eleição geral.
- A estratégia parece combinar busca por visibilidade nas redes sociais com tentativa de consolidar Reform e Greens como escolhas principais, em meio a um cenário de eleições locais e cidade inglesa.
A Reform UK revelou um plano controverso para instalar centros de detenção de migrantes em áreas com forte apoio aos partidos verdes ou com vereadores verdes. O anúncio ocorreu poucos dias antes das eleições locais, ampliando o tom de campanha já acalorado. O vice-líder de Segurança Pública da legenda afirmou que a prioridade seria indicar locais para os centros, com foco em distritos de votação verde.
A medida gerou críticas rápidas. Grupos de direitos humanos e o Green Party qualificaram a proposta como desrespeitosa e inadequada, enquanto o Conservative Party a chamou de policy não séria, criada para redes sociais. A Refugee Council descreveu a ideia como inexequível e anti britânica.
Um recurso da Reform, uma página online permite aos eleitores verificar se o seu código postal pode indicar a instalação de um centro. Ao inserir o código de Hackney, E8 1EA, surge um alerta de que a área pode ser priorizada para receber o centro, conforme a política.
Estudos de opinião divulgados pelo YouGov mostraram complexidade na leitura do tema. Cerca de 45% dos entrevistados questionados disseram ser inadequado basear decisões locais no voto de câmaras nacionais, em telemártires de 4 mil pessoas consultadas no mesmo dia. Entre os eleitores da própria Reform, 37% concordaram com a ideia de decisões assim.
Alguns observadores veem a estratégia como tentativa de ampliar a visibilidade da Reform em meio às eleições locais, com foco em áreas onde a Greens pode crescer. Analistas destacam que o objetivo é capturar a insatisfação dos eleitores e consolidar a disputa entre Reform e Greens como escolhas distintas.
A ideia contrasta com o documento-chave da Reforma apresentado no ano anterior, que previa remoção massiva de migrantes e cooperação com regimes autoritários. Este novo posicionamento, segundo analistas, pode representar uma guinada tática para atrair eleitores descontentes com o status atual, sem, no entanto, detalhar a viabilidade prática.
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