- Os médicos residentes iniciaram a maior greve de que já fizeram, com seis dias de paralisação em Inglaterra, a partir de terça-feira às 7h.
- O secretário de Saúde, Wes Streeting, disse que a ação ameaça o progresso da NHS em esperas de atendimento e que a BMA rejeitou uma oferta do governo para transformar as condições dos médicos.
- A NHS estima custo da greve em cerca de £ 300 milhões, com consultas canceladas e pacientes ficando mais tempo em testes, tratamento e cirurgia.
- Ao todo, os custos da greve devem ultrapassar £ 3 bilhões desde 2023; a paralisação soma 60 dias nos últimos três anos, segundo análises citadas.
- A proposta do governo incluía aumento médio de salário de 4,9% neste ano, pelo menos 6,2% para os salários mais baixos e até 4.500 vagas adicionais de formação ao longo de três anos; a BMA exigia 26% de reajuste.
O ministério da Saúde informou que a greve dos médicos residentes em Inglaterra entra no seu sexto dia, com milhares de profissionais parando as atividades. O governo diz que a ação pode atrasar o NHS e comprometer avanços em prazos de espera. A paralisação ocorre após tentativas frustradas de acordo.
Wes Streeting, secretário de Saúde, afirmou que há legitimidade nas preocupações sobre salários e vagas de formação, mas que a British Medical Association impediu qualquer acordo ao rejeitar uma proposta considerada séria pelo governo. A BMA mantém a reivindicação de reajuste significativo.
Os serviços de saúde estimaram que o custo da greve atinge cerca de 300 milhões de libras, com cancelamentos de consultas e aumento no tempo de espera para exames, tratamentos e cirurgias. Autoridades de saúde pedem aos pacientes que não adiem o atendimento essencial.
A projeção para o NHS, já impactado pelo movimento, aponta para custos acima de 3 bilhões de libras desde 2023. Nesta terça-feira marca o 60º dia de atuação de médicos residentes em três anos, segundo análise de veículos de imprensa. O NHS não confirmou valores formais, mas não questionou a estimativa.
Salas de negociação entre o BMA e o governo não chegaram a um acordo na semana anterior. O tema central continua sendo salário e oportunidades de carreira. Streeting afirmou que a proposta previa aumento médio de 4,9% neste ano, com pelo menos 6,2% para os mais baixos, além de um crescimento de 35,2% em relação a quatro anos atrás.
O acordo incluiria também avanços em formação e trilhas de carreira, com criação de até 4.500 vagas de treinamento especialista em três anos, incluindo 1.000 já para este ano, além de custear taxas de exames obrigatórios. A BMA pediu reajuste de 26% em várias parcelas ao longo dos anos.
Dr. Jack Fletcher, presidente do comitê de médicos residentes da BMA, disse que o governo mudou as regras de forma a reduzir o que estava na mesa e alongar os prazos, tornando o acordo menos atrativo. Os médicos defendem medidas para retomar o progresso em salários e formação.
Streeting afirmou por escrito ao BMA que a proposta de criar vagas adicionais estava condicionada à aceitação da oferta mais recente, que havia sido rejeitada pela entidade. Ele comentou que, sem o acordo, os benefícios do acordo anterior não seriam realizados.
Situação atual e próximos passos
A greve deve terminar às 7h da próxima segunda-feira. Pacientes foram orientados a manter consultas marcadas, a menos que haja remarcação, e emergências continuam com atendimento normal em 999 ou pronto atendimento. O impacto financeiro e de atendimento permanecerá sob monitoramento das autoridades.
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