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Inquilinos recebem notificações de despejo antes da proibição na Inglaterra

À véspera da proibição de despejos sem causa, inquilinos receberam avisos de despejo, ampliando risco de homelessness e dificuldades de moradia

Jess Thiari, left, and Sharonjit Sutton are two of 12 tenants being evicted from their flats in a converted house in Moseley, Birmingham.
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  • No dia 30 de abril, às 14h, Carl Kansinde Middleton recebeu uma despejo sem culpa do proprietário, 10 horas antes da proibição das notas de seção 21 pela Renters’ Rights Act.
  • Centenas de pessoas em toda a Inglaterra receberam despejos de última hora antes da mudança legal, com advogados relatando demanda crescente e entregas manuais para cumprir o prazo.
  • Em Moseley, Birmingham, doze inquilinos de um prédio foram despejados três dias antes da venda do imóvel a uma empresa de desenvolvimento, gerando choque entre moradores.
  • Casos em Barnet, norte de Londres, e em Leeds mostram risco de homelessness e dificuldade em encontrar moradia acessível para quem vive há anos em aluguel estável.
  • O Ministério das Habitação afirma que a proibição de despejos sem causa representa uma mudança histórica e visa proteger famílias, com implementação rápida para permitir ajustes no setor.

Carl Kansinde Middleton, de 27 anos, recebeu um despejo sem culpa na tarde de 30 de abril em Brighton, a apenas 10 horas da proibição dos avisos de despejo sem motivo sob a Renters’ Rights Act. O prazo curto ocorreu antes da entrada em vigor da nova regra.

Middleton conta que já enfrentava dificuldades financeiras após perder o emprego em novembro. Ele não tinha rede de apoio e ainda não encontrou moradia. O aviso chegou por e-mail, mensagem de texto e correio, tornando impossível ignorá-lo.

O caso de Middleton é um entre centenas de despejos de aviso de despejo no país nas últimas semanas, dias e horas que antecederam a mudança legal. Profissionais do direito relataram excesso de pedidos de avisos de última hora.

Casos em Birmingham e Londres

Três dias antes, moradores de um prédio em Moseley, Birmingham, receberam avisos de despejo de uma propriedade vendida a uma empresa de desenvolvimento. Onze pessoas, entre casais e uma pessoa com cuidador, ficaram surpresas.

A moradora Sharonjit Sutton descreveu o impacto emocional: todos estavam em choque e preocupados com a possibilidade de perderem a casa. Uma moradora, Jess Thiari, destacou o abalo à saúde ao ser despejada.

O prédio foi vendido a uma empresa ligada a serviços de alojamento para pessoas sem-teto. Os inquilinos dizem temer que a nova legislação tenha alimentado o receio entre proprietários menores, levando à venda.

Perspectivas dos inquilinos e outros casos

Em Barnet, norte de Londres, Izzi recebeu um aviso de despejo em 27 de abril após diagnóstico de tumor benigno. Ela teme ficar sem moradia pela idade e pela pouca oferta de opções acessíveis.

Outra moradora, Sara de Otley, Leeds, com dois filhos autistas, relata ter recebido o aviso em fevereiro. Ela descreve a situação como desestabilizadora para as crianças e teme ser enviada a alojamento temporário longe de escolas.

Membros do governo, em resposta, afirmam que a proibição de despejos sem culpa representa a maior mudança no aluguel há gerações. O objetivo é reduzir o sofrimento das famílias e reduzir a instabilidade no mercado.

Observações finais

A legislação nova entrou em vigor para proteger moradores diante de despejos abruptos. Atuais relatos destacam a necessidade de equilíbrio entre direitos de inquilinos e necessidades de proprietários, especialmente diante de mercados locais com escassez de moradias.

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