- A atual líder trabalhista, Keir Starmer, enfrenta possível desafio de liderança, mesmo após a derrota do partido nas eleições locais.
- Bridget Phillipson afirmou que seria errado remover Starmer, apesar de o Labour ter sofrido “uma derrota real” e de eleitores se sentirem profundamente decepcionados.
- Nas eleições, o Labour perdeu o controle de cerca de 40 conselhos e 1.500 vagas; o partido avalia próximo passo sem abandonar a estratégia.
- Catherine West, ex-ministra, iniciou coleta de apoio para um possível desafio, com outros nomes citados como Wes Streeting, Angela Rayner e Ed Miliband; Andy Burnham não pode concorrer por não estar no Parlamento.
- O Reed de oposição e aliados também discutem a necessidade de um “relato mais rápido” de mudanças, enquanto a líder da Unite, Sharon Graham, pediu políticas mais concretas para trabalhadores.
Bridget Phillipson, secretária de Educação, disse que seria inadequado concluir que o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, deve sair do cargo, apesar do vexatório resultado eleitoral. Segundo ela, os eleitores estão decepcionados, mas não querem uma crise interna que atrapalhe a condução.
Phillipson classificou o desempenho do Labour como demonstrando um recuo, após a abranda retirada de propostas como o corte de benefício de combustível no inverno. O partido perdeu controle de cerca de 40 conselhos e milhar de vagas em eleições locais realizadas na quinta-feira.
Segundo a própria parlamentar, o momento não é adequado para um desafio de liderança promovido pela colega de bancada Catherine West, que planeja coletar 80 assinaturas para acionar um processo. Ausentes de percepção de viabilidade rápida, outras candidaturas como Wes Streeting, Angela Rayner e Ed Miliband são citadas como possíveis desdobramentos.
Reação interna e cenários
A possibilidade de uma eleição interna poderia inviabilizar o retorno de Andy Burnham, prefeito de Greater Manchester, que não integra o Parlamento. Horas antes, relatos indicaram que deputados da esquerda trabalhista devem incentivar Miliband a considerar a disputa, em meio ao cansaço com a gestão atual.
Há em torno de 40 deputados que defendem a saída de Starmer ou a fixação de data para a mudança de liderança, segundo apuração de meio de comunicação. Um integrante com atuação recente no governo, Josh Simons, pediu uma transição ordenada para evitar o caos.
O tom de Starmer e reação de aliados
Starmer concedeu entrevista ao Observer, afirmando a intenção de permanecer por até dez anos no poder, e sinalizou reformulações administrativas, incluindo a possível participação de Gordon Brown como assessor financeiro e Harriet Harman como assessora de políticas para mulheres.
Entre aliados, Phillipson reforçou que não é o momento de discutir mudanças de liderança, destacando a necessidade de escutar a base e apresentar uma narrativa mais clara. Em entrevista à BBC, ela disse que há problemas relevantes a tratar, mas que não se pode transformar o debate em disputas internas.
Perguntas de liderança externa
A líder da Unite, Sharon Graham, condicionou o apoio a mudanças de políticas para atender trabalhadores que votaram contra o Labour. Graham enfatizou a importância de medidas voltadas à classe trabalhadora para manter a viabilidade do partido. O panorama aponta para tensões entre manutenção de liderança e propostas de governança.
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