- O relator Alessandro Vieira protocolou pedido de prorrogação da CPI do Crime Organizado por mais 60 dias, com 28 signatários, acima do mínimo.
- Caso não seja aprovada, a comissão encerra os trabalhos em 14 de abril, após 120 dias de duração.
- A continuidade das investigações depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que avaliará o requerimento apresentado pelo relator.
- Vieira afirma que a CPI busca expor abusos, omissões e crimes de figuras poderosas e que há frentes ainda não concluídas, incluindo o caso Master.
- A prorrogação envolve senadores de vários partidos, entre eles o presidente da CPI e o ex-juiz Sergio Moro, com apoio de diversas siglas.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira 6 o pedido de prorrogação da CPI do Crime Organizado por mais 60 dias. A proposta tem apoio de 28 parlamentares, acima do mínimo necessário, e poderá estender o trabalho, caso aprovada, além dos 120 dias atuais. Se não for votada, a comissão encerra no dia 14 de abril.
A prorrogação está subordinada à avaliação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Vieira sustenta que a CPI ainda precisa expor abusos, omissões e crimes de figuras poderosas, com frentes de investigação não concluídas. O relator afirmou que interromper as apurações comprometeria o aprofundamento das investigações.
Instalada em novembro de 2025, a CPI surgiu após a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que resultou em 122 mortes. Os trabalhos passaram a investigar a estrutura financeira das facções e ramificações no poder público, com foco também no Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo BC em novembro.
Contexto
O escopo da comissão foi ampliado para investigar fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e a operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Vieira ressaltou que ainda há depoimentos essenciais e documentos sensíveis a analisar antes do relatório final. Ele afirmou que o Brasil precisa de uma democracia com lei igual para todos.
Assinaturas confirmadas
Caso a extensão seja confirmada, a CPI ganharia mais dois meses de coleta de provas. Abaixo, a lista com os 28 signatários do requerimento:
1. Alessandro Vieira (MDB-SE)
2. Flávio Arns (PSB-PR)
3. Esperidião Amin (PP-SC)
4. Jorge Kajuru (PSB-GO)
5. Fabiano Contarato (PT-ES)
6. Mara Gabrilli (PSD-SP)
7. Jaime Bagattoli (PL-RO)
8. Styvenson Valentim (PSDB-RN)
9. Sergio Petecão (PSD-AC)
10. Plínio Valério (PSDB-AM)
11. Wellington Fagundes (PL-MT)
12. Jayme Campos (União Brasil-MT)
13. Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
14. Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
15. Wilder Morais (PL-GO)
16. Eduardo Girão (Novo-CE)
17. Damares Alves (Republicanos-DF)
18. Luis Carlos Heinze (PP-RS)
19. Sergio Moro (PL-PR)
20. Paulo Paim (PT-RS)
21. Cleitinho (Republicanos-MG)
22. Marcos Pontes (PL-SP)
23. Leila Barros (PDT-DF)
24. Confúcio Moura (MDB-RO)
25. Magno Malta (PL-ES)
26. Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
27. Carlos Viana (Podemos-MG)
28. Lucas Barreto (PSD-AP)
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