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Toffoli usou voos de empresas ligadas a Vorcaro após Moraes

Toffoli viajou em aviões de empresas ligadas a Vorcaro, conforme registros oficiais, ampliando as apurações sobre viagens de magistrados

Magistrado deixou a relatoria do caso no STF após investigações apontarem diálogos com Vorcaro. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
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  • Ministro Dias Toffoli, do STF, também teria viajado em aviões de empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, conforme registros oficiais.
  • Folha de S. Paulo aponta ao menos dez voos de Toffoli em jatinhos privados partindo do aeroporto de Brasília no ano passado, cinco deles ligados ou próximos a Vorcaro.
  • Empresas associadas a Vorcaro citadas nas viagens são Prime Aviation, Petras Participações e Ibrame.
  • Há menções a outros voos, em 2025, ligados a OSN Administração e Heringer Táxi Aéreo, sem confirmação de relação com Vorcaro; houveram coincidências de horários com o resort Tayayá.
  • Moraes, outro ministro do STF, negou ter viajado em jatinhos de Vorcaro; a apuração destaca similaridades entre os deslocamentos dos dois ministros e os lugares visitados.

Dias Toffoli, ministro do STF, também viajou em aviões de empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, segundo apuração da Folha de S. Paulo. Os voos ocorreram ao longo de 2025 a partir do terminal executivo do aeroporto de Brasília. A investigação envolve Vorcaro, sócio de personagens ligados a casos de fraude financeira.

Foram registrados, até o momento, pelo menos dez deslocamentos de Toffoli em jatinhos privados. Em cinco viagens, o uso de aeronaves ocorreu por empresas associadas ou próximas a Vorcaro, ainda sob apuração. Os voos partiram de Brasília com destino a cidades como Marília e Ourinhos, no interior de São Paulo.

A Gazeta do Povo confirmou que manteve contato com o gabinete de Toffoli e com a defesa de Vorcaro para comentar a apuração, sem obter resposta até o fechamento deste registro. Os documentos consultados incluem registros da Anac e do Decea, cruzados entre si para confirmar os voos.

Viagens de Toffoli

A apuração aponta que, em 4 de julho de 2025, Toffoli chegou ao terminal executivo de Brasília às 10h e partiu pouco depois em direção a Marília (SP) em aeronave de prefixo PR-SAD. O mesmo modelo foi utilizado em ocasiões anteriores por Moraes, segundo o levantamento.

Segundo a investigação, a Prime Aviation, responsável por uma das aeronaves, não revela dados sobre usuários por confidencialidade contratual e legislação de proteção de dados. A empresa integra um fundo ligado ao compartilhamento de bens de luxo, do qual Vorcaro foi sócio até setembro do ano passado.

Há registros de coincidência entre horários de embarque de Toffoli e voos de aeronaves associadas à Petras Participações, que tem Tayayá como resort parceiro. Em 17 de junho, Toffoli chegou ao terminal às 10h e houve decolagem para Ourinhos logo após.

Em 1º de outubro, Toffoli chegou ao aeroporto às 19h20 e, pouco depois, uma aeronave da Petras partiu para Congonhas. Diárias de segurança indicam presença de ministro do STF na região do Tayayá nas datas correspondentes.

Outras evidências apontam voo em 10 de abril de 2025, com aeronave ligada a Luiz Pastore, amigo do ministro. Toffoli chegou ao terminal às 19h e houve decolagem para São Paulo minutos depois. Pastore aparece como figura próxima ao magistrado em eventos ligados ao caso Master.

O jornal também detalha que Toffoli acompanhou a final da Copa Libertadores em Lima, Peru, em avião de Pastore, com o advogado Augusto de Arruda Botelho, que atua na defesa de um executivo do Banco Master. Até o início de 2025, o ministro acompanhava processos referentes ao Master no STF, mantendo silêncio sobre o resort Tayayá.

Toffoli reconheceu participação societária no Tayayá, mas afirmou não atuar na gestão da Maridt Participações. Ainda segundo o ministro, as cotas do empreendimento estavam sob negociação com o fundo Arleen, de propriedade de Fabiano Zettel.

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