- O ministro Márcio França deixará o governo para participar da eleição em São Paulo, com a possibilidade de concorrer ao Senado.
- A decisão foi tomada após reunião com o presidente Lula nesta tarde, e França não assumirá o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
- França, ex-governador, tenta retornar ao Palácio dos Bandeirantes; na chapa com Haddad, já havia levado a candidatura da esposa, Lúcia França, em passado.
- Uma das opções é integrar a chapa como vice na disputa pelo governo, outra é concorrer à Câmara; Tebet já está anunciada para o Senado, e Marina Silva disputa vaga também.
- Lula e aliados avaliam o xadrez político em São Paulo, com Haddad disputando o governo e a possibilidade de “importar” ministras para o Senado, conforme cenários e pesquisas.
Márcio França, ministro do Empreendedorismo, deixará o governo para disputar a eleição em São Paulo. A decisão foi tomada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta tarde.
França não irá ocupar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A escolha de Haddad para o governo paulista já foi anunciada, e o ex-governador busca manter o foco na campanha.
O ministro, que já ocupou duas pastas no governo, pretende concorrer ao Senado ou a outro cargo no estado. A chapa lulista trabalha com diferentes cenários para as vagas no Senado em São Paulo.
Cenário paulista e possíveis alianças
A formação da chapa envolve Simone Tebet, já anunciada, e Marina Silva, que disputa uma vaga com o apoio de aliados. Há ainda a possibilidade de integrar a chapa como vice, ou candidatar-se à Câmara, conforme négócios internos.
A mudança ocorre em um momento de reorganização interna. Haddad passou a liderar a articulação para manter o Palácio dos Bandeirantes sob a aliança do PT, com atenção a disputas locais e ao alinhamento com o governo federal.
França já ocupou a pasta de Portos e Aeroportos antes de assumir o Empreendedorismo, em 2023. A administração atual também vem definindo substitutos para manter o funcionamento das secretarias, com nomes de segundo escalão assumindo funções estratégicas.
Outros ministros substituídos já deixaram seus cargos para viabilizar as candidaturas, mantendo a continuidade administrativa e a agenda de governo. A estratégia busca não interromper o andamento de políticas públicas enquanto há campanhas.
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