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Como as coisas realmente são: análise dos fatos atuais

Livro analisa Trumpismo como autocracia em tempo real, conectando Brasil e EUA e alertando para o desmonte das instituições democráticas

Autocracia Made in USA. Gisele Agnelli. Kotter Editorial ­­(264 págs., 74,91 reais)
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  • O livro Autocracia Made in USA, de Gisele Agnelli, reúne colunas, análises e entrevistas escritas em 2025 sobre tensões institucionais, partidárias e eleitorais nos Estados Unidos e a transformação do sistema político sob o segundo governo Trump.
  • A autora caracteriza o trumpismo como um empreendimento autocrático transmitido ao vivo pela imprensa e redes sociais, apontando o desmonte das instituições democráticas: Congresso, Judiciário, federalismo, universidades, imprensa e imigrantes.
  • O volume oferece um olhar comparado entre EUA e Brasil, defendendo que a crise norte‑americana e a brasileira são faces de um mesmo processo transnacional de ascensão de nacionalismos tóxicos.
  • A linguagem busca dialogar com o leitor informado, combinando dados econômicos, análise institucional e depoimentos sem perder clareza e força narrativa.
  • O texto aponta lacunas, sugerindo uma seção sobre os movimentos sociais nos EUA (MAGA) e o que isso pode revelar sobre a realidade brasileira e o futuro das democracias.

O livro Autocracia Made in USA, de Gisele Agnelli, reúne colunas, análises e entrevistas de 2025 que examinando as tensões institucionais e eleitorais nos Estados Unidos durante o segundo governo Trump. A obra é publicada pela Kotter Editorial, com 264 páginas e preço de 74,91 reais.

Prefaciada por Fernando Abrucio, a obra destaca a coragem da autora, que analisa a política norte-americana a partir de uma perspectiva de imigrante e cientista política. O texto aponta práticas de intimidação política, como deportação, e o papel de republicanos ligados a alas radicais na Casa Branca.

Autocracia Made in USA descreve o trumpismo como um empreendimento autocrático em tempo real, mostrado ao vivo pela imprensa e pelas redes. O livro acusa o esvaziamento do Congresso, a captura do Judiciário e a instrumentalização do federalismo, bem como ataques a universidades, imprensa e imigrantes.

Visão transnacional do autoritarismo

A autora compara o que ocorre nos EUA com o cenário brasileiro, destacando paralelos entre nacionalismos tóxicos. A tese central é que a crise norte-americana e as lutas do Brasil não são episódios isolados, mas faces de um processo global que ameaça democracias liberais.

Gisele argumenta que ultranacionalismos contemporâneos estão conectados, formando uma rede que transcende fronteiras. Segundo o livro, essa transnacionalização descreve um fenômeno que liga dois países de modo reflexivo, ampliando a compreensão sobre o avanço do autoritarismo.

O livro também é apontado como acessível a leitores além da academia, combinando dados econômicos, análise institucional e depoimentos com clareza. A linguagem busca informar e provocar reflexão sem perder rigor técnico, segundo a crítica.

Lacuna apontada pelos leitores

Apesar dos méritos, a obra é criticada por não dedicar uma seção específica aos movimentos sociais que moldam a sociedade estadunidense além das discussões institucionais. Perguntas sobre o mosaico demográfico do movimento MAGA e impactos no Brasil ficam em aberto, segundo a leitura.

Ainda assim, a publicação é apresentada como ferramenta importante para entender transformações na política norte-americana. Em um momento de ameaças estruturais às democracias, o livro é descrito como instrumento de incômodo, informação e convite à reflexão.

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