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Trump avalia retirada dos EUA da OTAN

Trump avalia retirar os EUA da OTAN, mas lei exige aprovação do Congresso; cenário gera incertezas sobre a aliança e impactos geopolíticos

U.S. President Donald Trump attends a bilateral meeting with NATO chief Mark Rutte (not pictured) on the sidelines of the World Economic Forum in Davos, Switzerland, on Jan. 21.
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando a possibilidade de retirar os EUA da OTAN, citando discordâncias entre membros sobre a guerra do Irã.
  • Pela lei, a saída de Washington da aliança só pode ocorrer mediante ato do Congresso ou resolução aprovada pelo Senado com dois terços.
  • O então senador Marco Rubio, hoje secretário de Estado, co-patrocinou a lei para impedir a saída sem aprovação legislativa; Trump pode mencionar a ideia em seu discurso nacional sobre o Irã.
  • A primeira-ministra britânica Keir Starmer afirmou que a OTAN continua sendo a aliança militar mais eficaz e que o relacionamento com os EUA pode ficar mais complexo.
  • Os mercados reagiram de forma mista, com recuperação entre investidores e Brent em torno de 101 dólares por barril, em meio a esperanças de que a guerra do Irã e a crise energética possam se atenuar.

Trump avalia saída dos EUA da NATO, mas presidente não tem poder unilateral; lei de 2023 exige Congresso ou resolução para retirar Washington da aliança.

O governo dos EUA discute a possibilidade diante da resistência de aliados em apoiar a guerra com o Irã. Trump descreveu a NATO como “tábua de papel” e mencionou a ideia em entrevistas e em comunicação encaminhada ao público.

Fontes indicam que o lançamento formal da medida depende de aprovação no Congresso, já que a legislação vigente impede retirada sem ato legislativo ou resolução de dois terços do Senado. A ideia ganhou contornos num discurso nacional sobre o Irã.

Rubio, então senador e hoje secretário de Estado, apoiou o projeto prévio para impedir a retirada sem consentimento legislativo, destacando que qualquer decisão deve passar pelo crivo do Congresso. Em entrevista, ele afirmou que o tema pode ser reavaliado após o conflito.

Na linha de frente, países da OTAN resistem a se envolver diretamente na guerra contra o Irã. Líderes europeus reiteraram importância da aliança e evitaram escaladas, ao mesmo tempo em que discutem estratégias para manter apoio interno.

Paralelamente, o mercado financeiro reagiu a sinais de possível de-escalada na região, com altas em ações e quedas temporárias no preço do petróleo, que caiu próximo de US$ 101 o barril.

Na agenda internacional, Japão e França anunciaram cooperação em minerais críticos. Japão investirá em refinaria de terras raras na França, com operações previstas para este ano, fortalecendo cadeia de suprimentos diante de tensões com a China.

Em Moscou, o Ministério da Defesa russo afirmou ter tomado controle total da região de Luhansk, no Donbas, enquanto um avião militar Antonov An-26 caiu na Crimeia, matando 29 pessoas. Autoridades apontam falha técnica como causa provável.

No front interno, Bruxelas e outros atores discutem medidas para reduzir consumo de energia e mitigar impactos da crise energética provocada pelo conflito no Irã. Fontes oficiais destacam necessidade de cooperação global para evitar desabastecimento.

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