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Viana afirma não ter enviado emenda Pix a fundação associada à Lagoinha

Senador Viana afirma não ter enviado emendas Pix à fundação ligada à Lagoinha; STF pede explicações adicionais para esclarecer repasses

31.mar.2026 - O senador Carlos Viana (Podemos-MG)
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  • O senador Carlos Viana afirmou que nunca enviou emenda Pix para a Fundação Oásis ou para a Igreja Batista Lagoinha, respondendo à apuração do STF sobre repasses de 3,6 milhões de reais.
  • O ministro Flávio Dino pediu mais explicações sobre os repasses e o caso segue em andamento, com prazos para apresentação de documentos pelas prefeituras e pelo Ministério do Desenvolvimento Social.
  • Segundo Viana, houve duas vitórias: afastamento de acusações de envio de emendas Pix para a fundação e a remoção de acusações de que ele teria blindado pessoas na CPMI do INSS.
  • O STF havia considerado insuficientes as explicações apresentadas pelo Senado e por Viana, e o ministro determinou envio de documentos para clarificar os repasses entre 2019 e 2025.
  • Viana anunciou que vai deixar o Podemos e se filiar ao PSD, pretendendo disputar a reeleição ao Senado; a mudança depende de formalização prevista para amanhã.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirma estar tranquilo diante da apuração do STF sobre o envio de R$ 3,6 milhões em emendas a uma fundação ligada à Igreja Batista Lagoinha em Minas Gerais. O ministro Flávio Dino pediu mais explicações sobre os repasses.

Viana disse que nunca enviou emenda Pix para a fundação ou para qualquer igreja. Segundo ele, a investigação sobre esse tipo de repasse foi desmembrada e tramita separadamente, com recursos já detalhados nos autos.

Ele explicou que as emendas Pix são transferências diretas sem detalhamento prévio do uso, mas, no caso citado, os repasses teriam destinação definida e execução vinculada a convênios e projetos específicos. O senador nega irregularidades.

O senador também citou vitória ao afastar acusações de blindagem na CPMI do INSS. Segundo ele, apresentou lista de requerimentos aprovados e a alegação foi afastada no despacho do ministro.

Ontem, Dino considerou insuficientes as explicações apresentadas pelo Senado e por Viana sobre três repasses entre 2019 e 2025 à Fundação Oásis. A decisão pediu transparência e rastreabilidade dos recursos.

A entidade ligada à Lagoinha tem entre seus líderes o pastor Fabiano Zettel, investigado na operação Compliance Zero. Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e foi preso recentemente.

O ministro deu prazo de dez dias para que o Ministério do Desenvolvimento Social e as prefeituras de Belo Horizonte e Capim Branco enviem documentos sobre os repasses. A medida visa esclarecer a origem, o destino e a aplicação dos recursos.

A CPMI do INSS encerrou sem relatório final aprovado. A base governista rejeitou o parecer que previa indiciamento de 218 pessoas, incluindo o filho do ex-presidente Lula. O STF também decidiu não prorrogar a comissão.

Viana afirmou que pretende entregar a Mendonça uma cópia do relatório rejeitado, pessoalmente, para apresentar todo o trabalho da CPMI, conforme ele afirma ter sido barrado pela base do governo.

Governistas apresentaram voto em separado com pedidos de indiciamento de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro e Roberto Campos Neto, ex-presidentes de órgãos ligados ao governo.

O senador anunciou ainda a mudança de partido: deixará o Podemos e se filiará ao PSD, com a formalização prevista para amanhã. O convite partiu do presidente Kassab e do pré-candidato mineiro Mateus Simões.

Viana disse ter sido sondado por outras legendas, incluindo o PL de Jair Bolsonaro, que chegou a sugerir que disputasse o governo de Minas. A intenção declarada é disputar a reeleição ao Senado.

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