- Lula realizou a última reunião ministerial com o desenho atual da Esplanada; o prazo para desincompatibilização é até 4 de abril.
- Do total de 38 ministros, 14 já confirmaram saída; outros 4 devem anunciar em breve.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin deixará o Ministério da Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para disputar a vice-presidência; Márcio Elias Rosa deve assumir a pasta.
- As mudanças afetam ministros de áreas como Desenvolvimento, Agricultura, Portos e Aeroportos, Povos Indígenas, Transportes, Casa Civil, Meio Ambiente, Fazenda, Planejamento, Cidades, Educação, Esportes, Direitos Humanos e Relações Institucionais, entre outros; a lista oficial ainda não foi publicada.
- Lula disse que a mudança deverá ocorrer pela via institucional e pelo voto, destacando a necessidade de renovação e fortalecimento da democracia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu nesta terça-feira (31) os ministros em exercício, no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro marca o início formal das desincompatibilizações para as eleições de outubro. O prazo para deixar cargos é até 4 de abril.
Segundo Lula, 14 dos 38 ministros já confirmaram saída, e outros 4 devem anunciar em breve. O governo não divulgou a lista oficial, mas alguns nomes já haviam sido apontados pela imprensa e por interlocutores do Planalto.
Durante a reunião, Lula confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, permanecerá na chapa, deixando o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O presidente ressaltou a dedicação dos que deixam seus cargos para a temporada eleitoral e afirmou que o trabalho desenvolvido terá desdobramentos na campanha.
Ele também comentou sobre os desafios da política contemporânea, defendendo que a mudança se dará pela via institucional e com a participação dos eleitores. Afirmou que a seriedade na política precisa prevalecer e que os cargos não devem ter preço.
Ministros que devem deixar o governo
- Geraldo Alckmin, MDIC: deixa a pasta para disputar a vice-presidência; Márcio Elias Rosa deve substituí-lo.
- Carlos Fávaro, Agricultura e Pecuária: pode sair para disputar o Senado; André de Paula é cotado para assumir.
- Silvio Costa Filho, Portos e Aeroportos: deixará o cargo para concorrer ao Senado; Tomé França pode assumir.
- Sônia Guajajara, Povos Indígenas: busca vaga na Câmara; Eloy Terena é apontado como possível substituto.
- Renan Filho, Transportes: mira o governo de Alagoas; George Santoro, secretário-executivo, deve substituí-lo.
- Rui Costa, Casa Civil: possibilidade de candidatura ao Senado pela Bahia; Miriam Belchior é cotada para a função.
- Marina Silva, Meio Ambiente: pode concorrer ao Senado; João Paulo Capobianco aparece entre as opções.
- Fernando Haddad, Fazenda: já deixou o ministério para disputar o governo de São Paulo; Dario Durigan assumiu.
- Simone Tebet, Planejamento: pode concorrer ao Senado em São Paulo; Bruno Moretti é cotado para assumir.
- Jader Filho, Cidades: deixará o cargo para deputado federal pelo Pará; Vladimir Lima pode assumir.
- Paulo Teixeira, Desenvolvimento Agrário: deixará para disputar deputado federal; Fernanda Machiaveli assume.
- André de Paula, Pesca: deve assumir a Agricultura, substituindo Fávaro.
- Camilo Santana, Educação: pode disputar o governo do Ceará; Leonardo Barchini é cotado para a pasta.
- Márcio França, Desenvolvimento: possibilidade de ocupar o MDIC; pode buscar o Senado.
- Anielle Franco, Igualdade Racial: disputará a Câmara pelo Rio de Janeiro.
- André Fufuca, Esportes: deve deixar para tentar o Senado pelo Maranhão.
- Waldez Góes, Integração e Desenvolvimento Regional: alvo do Senado pelo Amapá; cargo ficará com Valder Moura.
- Macaé Evaristo, Direitos Humanos: pode concorrer a deputada estadual em Minas Gerais.
- Gleisi Hoffmann, Relações Institucionais: pretende o Senado pelo Paraná.
- Sidônio Palmeira, Comunicação Institucional: deve deixar para participar da estratégia da campanha de reeleição.
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