- A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos ex-governadores Cláudio Castro (PL-RJ) e Ibaneis Rocha (MDB-DF) para depor sobre o avanço da criminalidade no Rio de Janeiro e as negociações do BRB com o Banco Master.
- A quebra de sigilos do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também foi aprovada; a decisão ocorreu separadamente por determinação do STF.
- Foram aprovados requerimentos de informações sobre a compra do antigo Banco Máxima pelo Vorcaro e sobre atos de Paulo Sérgio Neves e Belline Santana, ex-responsáveis do BC, que teriam recebido propina para repassar informações privilegiadas sobre o Master.
- A CPI aprovou a convocação obrigatória do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para esclarecer falhas de fiscalização durante o período em que o Master cresceu; ele não compareceu à sessão.
- Ibaneis Rocha sustenta que não teve participação nas negociações, mas a CPI questiona por ser acionista controlador do BRB; o balanço de 2025 do BRB deve trazer dados sobre o prejuízo com o Master.
A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos ex-governadores Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, e Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, para depor sobre o avanço da criminalidade no Rio e as decisões que levaram o governo distrital a negociações entre BRB e Banco Master. Também foi aprovada a quebra de sigilos do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro das fraudes do Master.
A votação ocorreu na terça-feira, 31 de maio. Castro e Ibaneis serão ouvidos em momentos separados, com foco em responsabilidades e em como as decisões administrativas impactaram as operações financeiras envolvendo o Master. Além disso, a quebra de sigilos de Zettel foi aprovada de forma nominal, em razão de decisão do STF que restringiu votações amplas.
A CPI também aprovou requerimentos de informações sobre a aquisição do antigo Banco Máxima pelo empresário Vorcaro, transformando-o no Master. Questionamentos devem esclarecer atos de Paulo Sérgio Neves, ex-diretor de fiscalização do BC, e Belline Santana, ex-chefe da Supervisão, que teriam recebido propina para fornecer dados sobre atos internos do BC relativos ao Master.
A convocação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, também foi aprovada, para esclarecer falhas de fiscalização durante o período em que o Master cresceu no SFN. Campos Neto chegou a ser chamado, mas não compareceu, o que gerou críticas de membros da CPI, como o relator Alessandro Vieira e o senador Magno Malta.
Castro e o Rio de Janeiro
Cláudio Castro é apontado como peça central para entender o avanço da criminalidade no estado, em especial a atuação do Comando Vermelho. A CPI busca entender como isso se relaciona com o uso de espaços de treinamento em áreas como os Complexos do Alemão e da Penha, afetando operações da federación de facções.
Ibaneis e o BRB
Ibaneis Rocha é alvo de atenção pelas negociações entre BRB e Master, incluindo a tentativa de comprar e vender carteiras de crédito fraudulentas no montante de cerca de 12 bilhões de reais. A comissão quer mapear o envolvimento do então governador nesses processos, haja vista o BRB ser controlador majoritário do governo local.
O BRB tem até hoje para apresentar o balanço de 2025, que deve indicar o real prejuízo causado pelas negociações com o Master. Fontes internas sugerem que os números podem atingir valores significativos para o sistema financeiro nacional.
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