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CPMI do INSS: governistas pedem indiciar Bolsonaro e Flávio em paralelo

Relatório paralelo da base do governo sugere indiciamento de Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em esquema envolvendo aposentadorias

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) nega que o relatório alternativo da base do governo Lula tenha objetivo eleitoral. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
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  • A base do governo apresentou um relatório alternativo à CPMI do INSS pedindo o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro.
  • Bolsonaro pode ser indiciado por furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa; Flávio pode responder por participação em organização criminosa.
  • No parecer, a base afirma que Bolsonaro foi estrutural para um modelo que levou à apropriação de recursos de aposentados; Flávio rebateu, acusando Lula e o filho de tentarem desviar o foco.
  • O relatório paralelo indica indiciamento de 130 pessoas e recomenda aprofundar investigações contra 71 citados (62 pessoas físicas e 9 jurídicas).
  • A CPMI precisa encerrar até este sábado; Gaspar já havia proposto o indiciamento de mais de duzentas pessoas no relatório original.

A CPMI do INSS viveu nesta sexta-feira (27) uma virada na condução dos trabalhos. A base do governo Lula apresentou um relatório paralelo ao da comissão, com pedidos de indiciamento de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. O objetivo é ampliar o campo de responsabilização na acusação de irregularidades no repasse de aposentadorias.

Segundo o parecer dos governistas, o ex-presidente Jair Bolsonaro deve responder por furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa. Já o senador Flávio Bolsonaro é apontado como suspeito de participação em organização criminosa. O documento também cobra o aprofundamento das investigações contra nomes relevantes do governo anterior.

A outra ponta da CPMI avalia que o relatório de Gaspar já apresentado não deve ser descartado. A votação do parecer final está prevista para acontecer ainda nesta sexta, sob expectativa de finalizar o relatório até o fim do dia. A comissão tem como prazo para encerrar as apurações até este sábado.

O relatório paralelo traz a extrapolação de indiciamentos: 130 pessoas aparecem como alvo direto, e 71 citados devem ter as investigações aprofundadas. Entre os citados estão o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi e o senador Weverton Rocha, além do próprio Lulinha, filho de Bolsonaro.

A condução da CPMI ficou sob responsabilidade do presidente, senador Carlos Viana, que indicou que o relatório da base poderia não ser analisado neste momento. O objetivo é fechar a apuração com encaminhamentos claros antes do encerramento formal da comissão.

Para a base governista, Bolsonaro não atuou apenas com falhas pontuais, mas estruturou um modelo que teria favorecido desvios de recursos de aposentados. O texto parallel sustenta que houve participação direta de Bolsonaro em crimes de furto qualificado e de organização criminosa, além de alegar improbidade administrativa.

O documento também aponta vínculos entre o governo anterior e o setor financeiro, segundo a base, citando contatos com empresários como Daniel Bueno Vorcaro e destacando mudanças previstas para 2025. Os governistas defendem que as ações tiveram consequências diretas para pensionistas.

O PT, representado pelo deputado Paulo Pimenta, destacou que as acusações são baseadas em documentos e provas, sem intuito de disputa política. Segundo ele, as indiciadas são pessoas com condutas demonstradas de forma categórica nos autos.

A CPMI do INSS segue com a expectativa de conclusão das votações ainda neste fim de semana, mantendo o foco na responsabilização de agentes públicos e na apuração de irregularidades no sistema de aposentadorias. A continuidade dos trabalhos depende da deliberação sobre os dois relatórios.

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