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Lula acusa Bolsonaro por mortes na Covid e orienta dossiê contra rival

Lula acusa Bolsonaro por mortes da Covid e lança dossiê com falas do ex-presidente; Janja diz que desinformação alimenta revolta e compara caso Ypê

Lula cria "Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19" e pede que militância use dossiê contra Bolsonaro. (Foto: Wallison Breno/PR)
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  • Lula sancionou a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, com data em 12 de março, e mostrou um dossiê com falas de Jair Bolsonaro sobre a pandemia.
  • O presidente disse que o documento foi elaborado pelo Ministério da Saúde, mas o atual ministro Alexandre Padilha afirmou ter produzido a cartilha de forma independente.
  • Lula pediu aos militantes que distribuíssem o material, afirmando que o governo Bolsonaro colaborou para 700 mil mortes durante a pandemia.
  • Janja relatou a perda da mãe para a Covid-19, comparou desinformação na crise sanitária a um caso envolvendo a marca Ypê e pediu punição para quem participou do discurso negativo.
  • O texto lembra as trocas de ministros da Saúde no governo anterior, citando Mandetta, Teich, Pazuello e Queiroga.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja cobraram responsabilização de Jair Bolsonaro (PL) e de integrantes da gestão passada pelas mortes causadas pela Covid-19. Lula sancionou a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, marcado em 12 de março. Durante o evento, ele apresentou um dossiê com declarações de Bolsonaro sobre a pandemia.

Segundo Lula, o documento foi elaborado pelo Ministério da Saúde. No entanto, o ministro Alexandre Padilha afirmou, após a cerimônia, ter produzido a cartilha de forma independente, sem uso da estrutura do ministério. O presidente disse que o material contém “tudo que foi a desgraça” falado pelos ex-gestores durante dois anos de crise.

Lula defendeu que é preciso “dar nome aos bois” e pediu aos militantes que distribuam o dossiê. Ele afirmou que o governo Bolsonaro era formado por pessoas que se faziam de ignorantes e contribuíram para um sacrifício de 700 mil mortes.

Declarações e acusações

O presidente citou frases de Bolsonaro em lives semanais para afirmar que houve desrespeito à ciência. Ele afirmou que, na época, sugeriu que a Organização Mundial da Saúde deveria responsabilizar o ex-presidente por crimes contra a humanidade, embora tenha reconhecido que houve silêncio de muitos.

Ao falar sobre as trocas de ministros da Saúde no governo anterior, Lula afirmou que três titulares passaram pela pasta, com perfis distintos e, segundo ele, pouca compreensão da área. Ele mencionou Mandetta, Teich, Pazuello e Queiroga, enumerando suas respectivas gestões.

Janja e a desinformação durante a pandemia

Antes do discurso de Lula, Janja destacou que a falta de punição aos integrantes do governo Bolsonaro causa revolta. Emocionada, relatou a própria perda de sua mãe por Covid-19, com o relato de que viu 700 mil pessoas morrerem no Brasil.

Ela comparou a disseminação de desinformação na pandemia a uma controvérsia envolvendo a marca de detergentes Ypê, citando declarações da ANVISA sobre recolhimento de lotes por risco de contaminação. Janja informou que esteve à frente de campanhas de conscientização para evitar mortes.

Conteúdo e desdobramentos

A ANVISA determinou o recolhimento de lotes com final 1 da linha de detergentes, por risco microbiológico, em meio a debates sobre boicotes aparentes e doações à campanha de Bolsonaro em 2022. Em redes sociais, vídeos mostraram pessoas consumindo detergentes, o que elevou o debate sobre desinformação.

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