- A Segunda Turma do STF decidiu, por unanimidade, manter Rodrigo Manga no cargo de prefeito de Sorocaba.
- Gilmar Mendes e Luiz Fux acompanharam a decisão, completando a maioria que já se formara na sexta-feira.
- Manga ficou afastado por cento e quarenta e cinco dias; o retorno ao cargo foi autorizado em trinta de março pelo ministro Kassio Nunes Marques e referendado hoje pelos ministros.
- A operação Copia e Cola ocorreu em novembro de 2025, apontando Manga como líder do grupo criminoso investigado e principal beneficiário de esquema de corrupção em contratos na saúde.
- O prefeito ficou conhecido como “prefeito tiktoker”; servidores denunciaram a abertura de um buraco para gravação de vídeo sobre recapeamento, prática negada pela prefeitura.
A Segunda Turma do STF decidiu, por unanimidade, manter Rodrigo Manga no cargo de prefeito de Sorocaba (SP). A votação selou o retorno do gestor ao mandato após afastamento.
Manga ficou afastado por 145 dias em decorrência da Operação Copia e Cola, deflagrada em novembro de 2025. O retorno ao cargo foi autorizado por Kassio Nunes Marques em 30 de março e confirmado pelos demais ministros.
A investigação aponta Manga como líder de grupo criminoso ligado a contratos na área da saúde. O afastamento foi determinado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, mas os ministros entenderam que a suspensão exauria a atuação administrativa no município.
Em março, o prefeito publicou um vídeo comemorando o retorno. Ele alegou ter enfrentado injustiças e citou a atuação da Suprema Corte como reparadora de sua imagem.
Manga ganhou notoriedade como o “prefeito tiktoker” pelos vídeos publicados nas redes. Servidores denunciaram, porém, a abertura de um buraco sem necessidade para gravação de vídeo sobre recapeamento, divulgado pela gestão referente a 9 de abril; a prefeitura nega a fraude.
A gravação mostrou o prefeito empurrando um ator para dentro de um poço com água marrom. Funcionários afirmaram, sob reserva, que a obra mobilizou equipes de água, esgoto, drenagem e sinalização. A prefeitura sustenta que o buraco não foi forjado.
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