- Eduardo Bolsonaro classificou como calúnia a acusação de Ricardo Salles de que ele aceitaria dinheiro para apoiar André do Prado no Senado por São Paulo.
- Salles afirmou em entrevista ter ouvido que Eduardo poderia ter recebido até R$ 60 milhões para indicar apoio a André do Prado; Eduardo pediu que Salles prove a acusação.
- André do Prado foi confirmado como o segundo nome da direita para disputar uma vaga no Senado por São Paulo, decisão apoiada pelo governador Tarcísio de Freitas.
- Salles diz que não abre mão de concorrer pelo Novo e que Derrite e ele são os dois nomes da direita; avaliou a possibilidade de ceder a vaga ao vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, caso seja seguido esse critério.
- Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, afirmou ter tomado a decisão de apoiar André do Prado sem acordos e disse ter repetido isso em vídeo.
Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles trocaram acusações em redes sociais envolvendo a possível venda de votos para a candidatura de André do Prado ao Senado por São Paulo. A controvérsia ganhou força após André do Prado ser confirmado, pelo governador Tarcísio de Freitas, como um dos candidatos da direita.
O embate começou com Eduardo questionando publicamente Salles, que o, segundo o ex-deputado, estaria fazendo acusações infundadas de corrupção. Salles havia sugerido, em entrevista, que haveria pagamento de propina para apoiar o nome de André do Prado, o que Eduardo negou veementemente.
André do Prado foi anunciado como segunda vaga da direita na chapa que envolve Guilherme Derrite, apoio de Tarcísio, e recebeu apoio formal de Eduardo. A confirmação ocorreu na semana anterior, em meio a negociações políticas entre lideranças do centrão e do governo paulista.
A interrupção do processo, segundo Salles, seria uma avaliação de barrar o apoio ao nome de Prado caso houvesse pressões políticas para afastá-lo da vice-presidência, o que gerou resposta rápida de Eduardo de que não houve acordo com terceiros.
O político do Novo indicou que manterá sua candidatura à segunda vaga ao Senado, a menos que surja uma alternativa dentro do seu partido, citando, em suas falas, a possibilidade de ceder espaço a outro aliado. A disputa ocorre em meio a tensões entre o governo paulista, o PL e o Novo sobre manobras para a chapa.
Eduardo, que está nos EUA desde fevereiro de 2025, afirmou que a decisão de apoiar Prado foi tomada de forma independente, sem acordos com pessoas de fora. Ele ressaltou ter conversado com várias pessoas antes de firmar o apoio.
Mesmo com o desenrolar do episódio, o panorama da candidatura segue em aberto, com posições divergentes entre aliados do governo e setores da oposição, que acompanham de perto o desenrolar das definições para o Senado por São Paulo.
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